O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta sexta-feira que o país está a “apontar na direção certa” porque o emprego gerado tem vindo a crescer, sendo uma “mensagem de esperança” para os que passaram por preocupações, angústias e dificuldades.

“Estamos a apontar na direção certa, claro que não é de um dia para o outro que resolvemos estes problemas estruturais e estes desacertos, mas os números mostram que as colocações, portanto o emprego gerado, tem vindo a ser constantemente crescente”, realçou em Vila Nova de Gaia, Porto.


Durante a cerimónia de assinatura do acordo de colaboração entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Câmara de Vila Nova de Gaia, o governante frisou que a tendência a médio prazo é a diminuição da taxa de desemprego e, enquanto isso se mantiver, o país está no rumo certo.

“Todos queremos que a recuperação não seja ocasional e conjuntural, todos estamos interessados em que o território, as empresas e os cidadãos possam encarar o futuro com mais confiança, percebendo que podem ter mais rendimento associado a intervenções mais equilibradas, empresas mais equilibras e voltadas para o exterior onde a procura cresce”, sustentou.


Se assim for, Pedro Passos Coelho salientou que nos próximos anos as pessoas que passaram por tempos “tão difíceis”, preocupações e ansiedades, podem ver aqui uma “mensagem de esperança”.

“Vi tantas pessoas com dificuldades e aflições nestes anos que julgo que é importante transmitir–lhes uma mensagem de confiança no futuro, não uma confiança ilusória, mas uma confiança cimentada no trabalho que estamos todos a produzir”, sustentou.

Para o chefe do governo, Portugal só pode continuar esta recuperação se “todos” estiverem empenhados e a “remar para o mesmo lado”.

“Independentemente das preferências partidárias que os portugueses possam ter em cada ocasião, o que eles mais querem hoje é que a recuperação seja resultado do esforço coletivo que fomos fazendo e possa servir no futuro para alcançar níveis de prosperidade mais elevados do que temos hoje”, adiantou.