Atualizado às 13:59

O secretário-geral do PS afirmou manter «toda a disponibilidade» para debater com o primeiro-ministro questões essenciais sobre a situação do país «num espaço público» e em «igualdade de condições», designadamente de tempo para intervenções. Algo que, alegam, não acontece nos tradicionais debates quinzenais na Assembleia da República.

Esta posição consta de um comunicado divulgado, após o gabinete do primeiro-ministro ter transmitido aos socialistas que Pedro Passos Coelho está disponível para discutir com Seguro todas as matérias no parlamento.

Debate só no Parlamento

O gabinete do primeiro-ministro tinha transmitido ao PS, pouco tempo antes, que Pedro Passos Coelho estava disponível, como sempre, para discutir com o secretário-geral dos socialistas, António José Seguro, todas as matérias no parlamento.

«O primeiro-ministro está, como sempre esteve, disponível para discutir no parlamento todas as matérias que o líder da oposição considerar relevantes» foi a mensagem enviada ao PS, segundo fonte do gabinete do primeiro-ministro.

Esta mensagem surgiu em resposta a uma carta enviada hoje pelo PS ao gabinete do primeiro-ministro solicitando o agendamento de uma reunião, se possível para hoje à tarde, destinada a definir as regras de um debate entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho.

PSD desafia Seguro a debater com Passos na Comissão para a Reforma do Estado

Entretanto, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, desafiou o secretário-geral do PS, António José Seguro, a integrar a Comissão sobre a Reforma do Estado e realizar aí o seu debate com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

No debate quinzenal, na Assembleia da República, Luís Montenegro comprometeu-se a chamar o primeiro-ministro à Comissão para a reforma do Estado, se o secretário-geral do PS mudar de posição e aceitar finalmente integrá-la.

Luís Montenegro referiu que o debate em causa é sobre reforma do Estado e a diminuição estrutural da despesa pública. «Continuamos na Assembleia da República à espera do PS para fazermos esse debate em comissão que foi aprovada por este plenário», afirmou.

«Seja consequente. Se o fizer, se assumir ser consequente com as suas palavras, se quer fazer o debate com o primeiro-ministro sobre a reforma do Estado e a diminuição estrutural da despesa, eu próprio proporei, em nome da bancada do PSD, que na primeira reunião dessa comissão o primeiro-ministro esteja presente para que o senhor deputado António José Seguro possa confrontar o senhor primeiro-ministro com suas propostas», acrescentou.

O líder parlamentar do PSD observou que «era bom» que o PS «tivesse propostas», alegando que «até hoje não há uma proposta do PS para diminuir de forma estrutural a despesa pública».

Antes, Luís Montenegro considerou «um pouco estranho» que António José Seguro proponha um debate a dois com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, alegando que «não têm faltado oportunidades de debate» na Assembleia da República, sobre os orçamentos, moções de censura e de confiança, debates quinzenais, interpelações ao Governo.

O social-democrata sugeriu que «a cada desempenho nestes debates, a cada derrota que vai sendo acumulada» pelo PS, António José Seguro sente a necessidade de dizer que «o próximo é que vai ser».