O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, desafiou esta sexta-feira o PS a revelar, antes das eleições europeias, qual é o limite da despesa corrente primária que considera necessário para que a trajetória da dívida seja sustentável.

«Antes das eleições europeias é preciso saber o que é que o Partido Socialista pensa sobre isto, se vai ou não pôr um numerozinho para o limite da despesa corrente primária que é preciso obter para que a trajetória da nossa divida possa ser sustentável», afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro falava no Parlamento durante o debate quinzenal, em resposta ao líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

«Para que a nossa economia possa progredir, o Estado tem que gastar menos, ao contrário do que diz o senhor deputado António José Seguro, [o Estado] não pode ser demagógico nem andar em propaganda», defendeu Passos.

O chefe de Governo defendeu que a economia «nunca crescerá o suficiente enquanto o Estado não tiver a capacidade de aliviar o fardo fiscal que pesa sobre as famílias e sobre as empresas, mas o Estado só poderá aliviar esse fardo fiscal se conseguir gastar menos nas políticas públicas».

«É por isso é que é importante conhecer o pensamento do principal partido da oposição, que é o partido alternante em matéria de Governo», desafiou.

«O que é fará da despesa pública, vai aumentá-la ? A troco de quê, de mais impostos ? Ou então, vai descer os impostos e onde é que corta mais na despesa pública ? Não conhecemos uma linha de pensamento sobre esta matéria do nosso partido alternante», argumentou.

Passos Coelho disse esperar que estas matérias sejam esclarecidas pelo maior partido da oposição, «antes das eleições europeias».