O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu, esta quarta-feira, que é necessária «uma grande coligação» em Portugal para assegurar a continuação da reforma estrutural do país e voltou a considerar que há «sinais encorajadores» de recuperação da economia portuguesa.

«Estamos a construir um futuro mais próspero e mais justo, e essa tarefa não pode ficar a meio caminho. É preciso agarrar o futuro com as duas mãos, sabendo que só uma grande coligação entre todos os agentes, entre todos os portugueses será suficientemente duradoura para manter vivo esse espírito reformista de que precisamos hoje», afirmou Pedro Passos Coelho, na sessão de abertura do 23.º Congresso das Comunicações, no Centro de Congressos de Lisboa.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro elogiou o contributo do setor das comunicações para o crescimento económico e apelou a que a criatividade e a inovação sirvam também o objetivo da criação de emprego.

No final do seu discurso, Passos Coelho sustentou que o Governo PSD/CDS-PP iniciou um processo de «agenda de mudança e de mudança estrutural» para alterar «o paradigma da política económica» e «dinamizar o tecido empresarial» que tem de ser prosseguido: «Quando as urgências ligadas à estabilização financeira abrandarem, nem por isso devemos abrandar o nosso esforço de reforma».

De acordo com o primeiro-ministro, esse esforço cabe a todos: «Num período de enormes desafios como aquele que vivemos temos de identificar as oportunidades de crescimento, de reforma e de inovação, num esforço que cabe a todos os agentes políticos, económicos e sociais».

«Temos de estar realmente todos juntos para ultrapassar esta situação. Importa olhar à nossa volta e perceber onde e como podemos atuar, de modo a recolocar Portugal na rota do crescimento sustentado», reforçou.