O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta terça-feira em Oleiros que o modelo de colocação de professores deve ser o mais descentralizado possível.

Passos Coelho afirmou que «a nova forma de colocação de docentes» utilizada este ano pretendia «responder a críticas que eram feitas à forma como as colocações decorriam», tendo estas alterações acompanhado um «maior grau de descentralização».

Segundo o primeiro-ministro, o Governo quer que este processo possa «vir a ser tão descentralizado quanto possível» na forma como os professores são contratados e depois escolhidos ao nível das escolas.

No presente ano letivo, pretendia-se «disponibilizar uma plataforma em que a partir da qual se pudesse ponderar, por um lado, um percurso que os docentes têm e, por outro lado, as preferências das escolas na contratação de professores», disse.

Contudo, «houve um erro que foi assumido» por parte do Ministério da Educação e que está já «a ser corrigido», sublinhou Passos Coelho, esperando que possam ser colmatadas «as consequências desse erro» o mais rápido possível.

Para o primeiro-ministro, é preciso «normalizar a colocação, assegurar aulas de compensação e procurar por via administrativa compensações para os professores que tenham tido prejuízos com este processo».

Agora, é necessário «estabilizar a situação e refletir todas as alterações que se venham a relevar importantes» para o processo de colocação de professores, referiu.

O primeiro-ministro falava à margem da sessão de homenagem ao ex-presidente da Câmara de Oleiros, José Santos Marques, no Pavilhão Municipal do concelho.