A JSD rejeitou, esta quarta-feira, que o primeiro-ministro tenha perdido a legitimidade política, em resposta à JS, defendendo que Pedro Passos Coelho é sério e «ao contrário de outros» nunca usou o cargo para enriquecer.

«Em nenhum momento considerámos que esteve em causa a sua seriedade enquanto cidadão ou político. Ao contrário de outros, nunca usou os seus poderes para enriquecer, para prestar ou pedir favores ou para viver fora das suas possibilidades», defende a Juventude Social Democrata (JSD), sobre Pedro Passos Coelho, num comunicado enviado à agência Lusa.

Neste comunicado, a JSD, liderada por Simão Ribeiro, acusa a Juventude Socialista (JS) de funcionar como «caixa de ressonância» do PS, reagindo a declarações do secretário-geral da JS, João Torres, que na terça-feira considerou que a legitimidade política de Passos Coelho está «ferida de morte» depois de se saber que esteve cinco anos sem pagar contribuições para a Segurança Social, entre 1999 e 2004.

A JSD sustenta que a JS deixou de servir de «porta-voz dos jovens», mantendo-se alheada de temas como o acesso às ordens profissionais, a formação cívica nas escolas e o problema de quem não recebia bolsas de estudo por dívidas fiscais dos pais, e está numa «caminhada para a irrelevância política».

Em seguida, a organização de juventude do PSD sai em defesa de Passos Coelho: «Apesar de não ser essa a função mais importante da JSD, afirmamos a completa confiança desta estrutura no homem que lidera o nosso partido e é primeiro-ministro de Portugal».

«A sua coragem, determinação e espírito de missão foram determinantes para a viragem que Portugal conheceu nestes três anos e meio», considera a JSD, completando: «E em nenhum momento considerámos que esteve em causa a sua seriedade enquanto cidadão ou político. Ao contrário de outros, nunca usou os seus poderes para enriquecer, para prestar ou pedir favores ou para viver fora das suas possibilidades».

A organização presidida por Simão Ribeiro afirma depois que a sua prioridade «continuará a ser a defesa dos interesse dos jovens portugueses», com ou sem a ajuda da JS, que apelida de «secção de jovens» do PS.

Na terça-feira, o secretário-geral da JS, João Torres, considerou que a legitimidade política do primeiro-ministro está «ferida de morte», na sequência da notícia de que esteve sem pagar contribuições à Segurança Social durante cinco anos, entre 1999 e 2004.

«Acabou o mito da pretensa superioridade moral e do rigor da direita na gestão dos dinheiros públicos. Este caso atinge o coração do Governo e, nesse sentido, a legitimidade moral do primeiro-ministro está ferida de morte», declarou João Torres à agência Lusa, classificando de "insuficientes e inaceitáveis" as explicações prestadas por Passos Coelho.