O Barreiro com Lisboa no fundo foi o cenário escolhido por Passos Coelho para responder às perguntas dos jornalistas no terceiro dia de campanha sobre se o adiamento da venda do Novo Banco pode trazer problemas de maior liquidez ao estado para fazer face aos pagamentos ao FMI. 

“Nós temos do ponto de vista da programação do IGCP previsto usar uma parte daquilo que seria o empréstimo que fizemos ao fundo de resolução para poder amortizar ainda mais empréstimos antecipadamente ao FMI até ao final do ano. Uma vez que não dentro do prazo que o Banco de Portugal tinha previsto, o IGCP terá agora de adaptar a gestão da sua tesouraria a essa circunstância, portanto não há ainda uma decisão tomada sobre que tipo de amortizações antecipadas poderão ou não vir a ser feitas até final do ano".

Lembrando que o Governo já fez, desde do início do ano, "oito mil milhões de euros de amortização do empréstimos" recebidos do FMI nos últimos três anos, o líder do PSD afirmou ainda que "a possibilidade de se virem a fazer mais depende da avaliação de mercado".

"Não há uma decisão tomada sobre isso".

Passos Coelho garantiu que, apesar da venda do Novo Banco ter fracassado, o cofre português está "devidamente apetrechado para fazer face a qualquer perturbação de mercado que possa acontecer" e que "essa segurança" será gerida "em função daquilo que são as perspectivas de evolução do mercado".

"Não iremos perder essa tranquilidade apenas para fazer pagamentos antecipados", reiterou.