O primeiro-ministro antecipa que as respostas sociais dadas durante a crise têm que ser, nos próximos quatro anos, “adequadas a outras circunstâncias e a outros tempos”. A expectativa de Passos Coelho é que Portugal não vai precisar de “tantas cantinas sociais no futuro”, sendo, no entanto, preciso outras respostas sociais importantes.

“Os anos que temos pela frente são anos em que a solidariedade tem ainda uma resposta importante a dar, será uma resposta diferente daquela que tivemos nos anos de maiores dificuldades”


O primeiro-ministro destacou o papel das cantinas sociais junto das pessoas que mais precisaram de assistência ao nível alimentar, sublinhando que os próximos quatro anos “apresentam outra perspetiva”.

“Temos vindo a observar um crescimento da atividade económica e, portanto, uma resposta mais favorável do ponto de vista da criação de emprego e do emprego sustentável. À medida que perseguirmos este caminho da recuperação é muito natural que, juntamente com outras medidas que estão projetadas, os rendimentos dos portugueses possam vir progressivamente a melhorar e as respostas sociais deste tipo que funcionaram tenham que ser adequadas a outras circunstâncias, a outros tempos”, realçou, citado pela Lusa, durante a cerimónia em que recebeu uma condecoração da Confederação Internacional das Misericórdias, o grau de mestre maior desta instituição.

“Nós precisamos agora de dirigir a grande parceria que temos e verdadeira com as instituições de solidariedade social, aonde as misericórdias têm um papel de destaque, para outros objetivos que precisamos de alcançar”, acrescentou, afirmando que uma dessas respostas está relacionada com o envelhecimento da população.

No seu discurso, o primeiro-ministro referiu ainda que as respostas do Estado para estes problemas “serão demasiado incompletas se não” contarem com as misericórdias portuguesas e com as instituições de solidariedade social.

O presidente da Confederação Internacional das Misericórdias, o brasileiro António Brito, justificou a condecoração de Passos Coelho com “a forma como o Governo português tem tratado as misericórdias”.