Passos Coelho mostrou-se otimista, esta segunda-feira, num jantar com empresários, em Viseu, defendendo que o país precisa de crescer "a ritmos e taxas muito mais fortes do que no passado", mas com prudência e sem acreditar em promessas sem sentido, atirou, num recado ao Partido Socialista. 

"Não há nenhuma razão para não podemos inovar, investigar e investir com muita qualidade, crescendo a ritmos e a taxas muito mais fortes do que no passado. O que não podemos é dispersar-nos com teorias que prometem o céu"


O primeiro-ministro e presidente do PSD apelou ao empenho e aposta do setor empresarial. "Se queremos realmente olhar para o mundo com ambição, precisamos de nos agigantar, de certa maneira, não achar que as coisas estão fora do nosso alcance. Não estão. Temos grandes investidores, grande capacidade de gestão, temos quadros com grande qualificação".

Insistiu, assim, na ideia de que Portugal tem recursos para se tornar mais competitivo.

Durante a tarde, mas em Braga, o primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas por causa da situação na Grécia. Passos Coelho disse que o caminho em direção à saída do euro não é "absoluta surpresa", porque havia consciência desse "risco". "Ninguém está imune aos efeitos", mas Portugal tem robustez para aguentar durante "vários meses" o choque, no pior cenário.

Já quanto à irredutibilidade dos credores, o chefe de Governo português recusou que assim seja:  "A Grécia tem tido expressão clara da solidariedade europeia"