A União Europeia decidiu na cimeira extraordinária triplicar o orçamento para as buscas e salvamento no Mediterrâneo, segundo anunciou a chanceler alemã Angela Merkel.

Jean-Claude Juncker também anunciou que o orçamento para a missão Triton é agora igual ao do antigo programa italiano "Mare Nostrum".

Portugal está disposto a participar no esforço da União Europeia para reforçar as operações de patrulhamento, buscas e salvamento no Mediterrâneo, com vista a prevenir mais mortes e a combater o tráfico humano, assegurou esta quinta-feira o primeiro-ministro, em Bruxelas.

Falando no final de um Conselho Europeu extraordinário, convocado na sequência do naufrágio do passado fim-de-semana que causou a morte de mais de 800 imigrantes nas águas do Mediterrâneo, Pedro Passos Coelho apontou que o Governo avaliará a natureza e dimensão do reforço da participação portuguesa em funções das necessidades que forem identificadas pela Frontex, a agência europeia de gestão das fronteiras externas.

"Portugal irá participar nesse esforço na medida em que a Frontex conseguir agora transmitir o conjunto de necessidades e meios de que necessita (…) Estamos disponíveis a dar um contributo maior", declarou, lembrando que Portugal já tem participado ativamente nas operações no Mediterrâneo com meios militares, navios-patrulha, força aérea e elementos de forças de ordem, incluindo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

O primeiro-ministro disse esperar que a planificação da Frontex seja concluída muito em breve, para que os Estados-membros saibam em concreto quais os meios mais necessários que poderão disponibilizar.