O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, expressou esta quinta-feira, em seu nome pessoal e em nome do Governo, pesar pela morte do cineasta Manoel de Oliveira e considerou que a cultura portuguesa perdeu uma das suas figuras maiores.

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em seu nome pessoal e em nome do Governo de Portugal, expressa público pesar pelo falecimento de Manoel de Oliveira. A Cultura portuguesa perdeu hoje uma das suas figuras maiores», lê-se numa nota divulgada pelo gabinete do chefe do executivo PSD/CDS-PP.


O primeiro-ministro refere-se a Manoel de Oliveira como «a figura decisiva do cinema português no século XX» e como «obreiro central da afirmação da cinematografia portuguesa a nível internacional e, através do cinema, da cultura portuguesa e da sua vitalidade».

Para Pedro Passos Coelho, «a sua capacidade de criação de novas linguagens cinematográficas e a sua paixão pela sétima arte projetaram Portugal no Mundo» e «a sua obra continuará, certamente, a influenciar gerações de realizadores, atores, produtores e praticantes do cinema em geral».

«O património cinematográfico de décadas de trabalho laborioso que nos deixa é hoje património de nós todos», acrescenta o chefe do executivo PSD/CDS-PP, apresentando condolências à família de Manoel de Oliveira «e a todos os que, de alguma forma, tiveram o privilégio de conhecer e acompanhar o homem e a sua obra».


O realizador português Manoel de Oliveira morreu esta quinta-feira aos 106 anos, no Porto.

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Manoel Cândido Pinto de Oliveira, nascido a 11 de dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em atividade.

O último filme do cineasta foi a curta-metragem «O velho do Restelo», «uma reflexão sobre a Humanidade», estreada em dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.