O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enalteceu esta terça-feira o realizador Manoel de Oliveira como uma «referência do cinema nacional e mundial», no dia em que o cineasta é distinguido pelo governo de França.

Em comunicado, Passos Coelho afirma que se «congratula com a atribuição, por parte do Estado francês, das insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra de França ao realizador Manoel de Oliveira».

Dias antes de celebrar 106 anos, Manoel de Oliveira recebe as insígnias por parte do embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel, no Museu da Fundação de Serralves, no Porto.

Segundo o governo francês, o grau de «Grand Officier» é atribuído a título excecional «para recompensar uma personalidade e uma carreira fora do comum».

Para Pedro Passos Coelho, «Manoel de Oliveira continua a ser uma referência do cinema nacional e mundial e a sua entrega a esta arte tem servido de exemplo a todos a que a ela se dedicam».

O primeiro-ministro recordou ainda que o Estado português também já distinguiu a «carreira ímpar de Manoel de Oliveira»: Com a Comenda da Ordem Militar de Sant´Iago da Espada (1980), com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant´Iago da Espada (1988) e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D.Henrique (2008).

Manoel de Oliveira, o mais velho realizador do mundo em atividade, nasceu no Porto a 11 de dezembro de 1908.

Quinta-feira, no dia do seu aniversário, estreará nos cinemas o mais recente filme, a curta-metragem «O velho do Restelo», que reúne num banco de jardim do século XXI personagens e escritores históricos: Dom Quixote, Luís Vaz de Camões, Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco.