Foi uma arruada confusa e difícil de acompanhar a que desceu o Chiado até à Praça da Figueira. As estruturas de Lisboa mobilizaram-se e encheram as ruas com centenas de apoiantes que companharam Passos Coelho e Paulo Portas para pedir uma maioria para a coligação Portugal à Frente.

A partida foi atrasada para passar a arruada da CDU, pelo mesmo terreno em que já o PS tinha passado. Os apoiantes esperavam no Largo do Carmo, com placards que identificavam cada junta de freguesia de Lisboa. Ainda antes da partida já havia “confettis” lançados entre a multidão.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve no início do percurso e antes do duo da coligação chegar foi a estrela da festa, com apoiantes a pedirem que se candidatem a Belém. Aos jornalistas, o comentador da TVI mostrou-se confiante na “maioria”, mas não fez a caminhada com os líderes do PSD e CDS.

Já na descida da Rua do Carmo, o líder do CDS avisou o primeiro-ministro que também havia gente à frente da comitiva. “Há gente ali à frente também”, disse, quando parte dos apoiantes ainda cruzavam a Rua Nova do Almada.

“Quero ver, quero ver, maioria dia 4 quero ver”, gritava a jota ao longo do percurso que saiu do Largo do Carmo e desembocou na Praça da Figueira, onde a coligação fez o último comício da campanha.

Já no final da Rua do Carmo juntou-se a ministra das Finanças que passou a estar ao lado de Passos Coelho, e do líder do CDS, com Pires de Lima, Paula Teixeira da Cruz, Teresa Morais, Sérgio Monteiro, Assunção Esteves, Santana Lopes e o dirigente social-democrata Marco António Costa.

À chegada à Praça da Figueira foram audíveis insultos por parte de taxistas que ali se manifestavam. Os apoiantes tentaram abafar os gritos e assobios, mas era bem notório o protesto de duas dezenas de taxista, que protestam contra a plataforma Uber.

Houve momentos de tensão já na Praça da Figueira, com ânimos exaltados: os protestantes gritavam “gatuno”, “palhaço” e os apoiantes tentavam abafar os gritos. Mas chegou a haver escaramuças, com dirigentes do PSD a
tentarem separar militantes e taxistas.

No início do comício, os insultos e assobios ainda se ouviam na praça, mas o speaker da coligação e as juventudes partidárias gritavam mais alto: “Portugal, Portugal, Portugal, Portugal”.

E foi por Portugal que Passos Coelho pediu o voto dos portugueses no próximo dia 4.