"Não estamos à espera disso [cortes nas pensões] e os 600 milhões que nós identificamos no programa de estabilidade não têm que ver necessariamente com cortes de pensões. Isso depende daquilo que for a negociação que nos queremos ter com o PS sobre essa matéria", afirmou Passos Coelho.

"Julgo que, depois de tantas instituições terem reconhecido esse problema, nós temos a obrigação, com o PS, de chegar a um entendimento sobre isso", afirmou, acrescentando que espera "sinceramente que o PS, já que o não quis fazer até às eleições, depois das eleições aceite fazer a reforma da Segurança Social".


"Pode passar por várias coisas. Mas, uma vez que nós estamos firmemente disponíveis para poder ter um consenso alargado na sociedade portuguesa sobre essa reforma, até para ela poder ser duradoura, não quero estar a fechar os termos da reforma, prefiro falar dos seus princípios", argumentou.




"Não tivemos nenhuma necessidade particular de apresentar à pressa o programa eleitoral, o PS evidentemente já apresentou vários documentos. Portanto acho muito natural e compreensível que o líder do PS tenha sentido necessidade de dizer ao que vinha, distinguindo-se do seu antecessor por um lado e por outro lado marcando uma diferença para aquilo que tem sido a estratégia do Governo", afirmou, lembrando que "a estratégia do Governo é conhecida" e que o Programa de Estabilidade apresentado a Bruxelas "tem um horizonte até 2019". 


arriscada e que já provou no passado ser uma estratégia que conduz o país a desequilíbrio externo".

"Parece-me uma escolha arriscada. Porque dizer aos trabalhadores que vão descontar menos para a Segurança Social por contrapartida de pensões mais baixa que vão ter no futuro, para poder ter mais dinheiro para gastar hoje, porque o que é importante para criar emprego é fazer a economia crescer, é pôr as pessoas a gastar mais dinheiro, essa é uma estratégia que eu considero arriscada e sobretudo que já provou no passado ser uma estratégia que conduz o país a desequilíbrio externo", reiterou Passos.


Legislativas: "Quem ganhar deve procurar ganhar com uma maioria absoluta"

"Eu dei tudo o que podia para oferecer aos portugueses uma solução política de estabilidade. Julgo que quem ganhar as eleições deve procurar ganhá-las com uma maioria absoluta, seja a coligação que eu lidero, seja o PS. É preferível que haja um ganhador inequívoco nas eleições, para que o país possa ter um Governo com estabilidade para governar", afirmou Pedro Passos Coelho.



Portugal aceitou “dar à Grécia condições que não” tinha


“Sinceramente, eu espero que sim. O programa ainda não está fechado, o que há é um acordo de princípio que foi estabelecido entre todos os países da zona euro e a Grécia. O primeiro-ministro grego comprometeu-se junto do parlamento grego e do seu governo em aceitar aquele compromisso. Sabemos que há dificuldades políticas na Grécia, mas confio que o compromisso que o primeiro-ministro grego assumiu perante todos nós será cumprido. E o mesmo se aplica aos outros chefes de governo”, afirmou Passos Coelho.


“A Grécia já teve dois programas, já teve uma reestruturação de divida, teve durante todo esse período condições que nenhum outro país teve para facilitar o cumprimento das metas que estavam inseridas nesses programas. A situação não é simples e agravou-se nos últimos meses”, disse Passos, lembrando que “em 2012” Portugal aceitou “dar à Grécia condições que não” tinha.




posição da Alemanha não era uma posição de ameaça à Grécia".

"A posição da Alemanha não era uma posição de ameaça à Grécia, era uma questão de discutir todas as possibilidades com o Governo grego. O Governo grego poderia ter interesse, durante algum tempo, em colocar-se fora das regras do euro para poder aplicar uma política económica diferente que as regras do euro não consentem. Se não tivesse havido um acordo, nós teríamos de preparar um cenário desse tipo", sustentou.