O primeiro-ministro português e presidente do PSD afirmou este domingo, a propósito da vitória do Syriza nas eleições legislativas gregas, que Portugal vive um clima muito diferente da Grécia, tem tido estabilidade política e está em recuperação económica. 

Pedro Passos Coelho comentou o resultado das eleições de hoje na Grécia em direto para a SIC, primeiro, e depois em direto para a RTP, durante um jantar de campanha para as legislativas de 04 de outubro, no concelho de Torres Vedras, não tendo feito declarações para a restante comunicação social que acompanha a caravana da coligação PSD/CDS-PP. 

Interrogado pela SIC sobre o seu estado de alma face às eleições na Grécia, o presidente do PSD respondeu: "Eu não tenho estados de alma. Posso apenas dizer que, felizmente, Portugal vive hoje um clima bastante diferente daquele que se vive na Grécia". 

"Nós vimos na Grécia realizarem-se este ano por duas vezes eleições gerais, felizmente nós tivemos estabilidade nestes quatro anos e enfrentamos agora as eleições com uma coligação que não só foi coesa e chegou ao fim do seu mandato, mas dá uma perspetiva muito diferente da que, infelizmente, os gregos têm, que é um novo programa e a austeridade", acrescentou. 

Depois, fez uma declaração à RTP, que lhe perguntou se o resultado das legislativas na Grécia o preocupava: "Nada, é um resultado que eu respeito, são as eleições na Grécia, não tenho nenhum comentário a fazer, exceto dizer aquilo que já tive ocasião de sublinhar hoje: felizmente, Portugal teve uma estabilidade que a Grécia não teve nestes anos. E, portanto, as nossas eleições decorrem num clima bastante diferente". 

"Estamos a preparar um futuro intensificando a recuperação da nossa economia, o crescimento do emprego. Infelizmente, a Grécia tem a perspetiva nos próximos anos de executar um programa que é difícil e que eu espero sinceramente que pelo menos desta vez seja bem-sucedido para que seja a última vez que a Grécia passa por estas dificuldades", completou. 
 

"Na Grécia está lá a ‘troika', nós já dissemos adeus à ‘troika'


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu que independentemente da vitória do Syriza nas eleições gregas, os próximos anos serão difíceis na Grécia e melhores em Portugal, onde já não está a ‘troika' e há crescimento.

"Fosse qual fosse o resultado na Grécia o meu comentário seria exatamente o mesmo, coerente com o que sempre dissemos. Respeitamos a escolha dos gregos, mas o caminho de Portugal foi diferente, é diferente e diferente será", afirmou Paulo Portas.

Numa intervenção durante um jantar-comício da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), nos arredores de Torres Vedras, o também vice-primeiro-ministro português vincou que "os próximos anos na Grécia não serão fáceis, os próximos anos em Portugal serão melhores".

"Na Grécia está lá a ‘troika', nós já dissemos adeus à ‘troika'. Eles vão no terceiro resgate, nós tivemos um e mais nenhum. Eles arriscam uma recessão, nós estamos em crescimento. Peço aos portugueses no dia 04 de outubro que confirmem o ciclo de Portugal", disse.