O primeiro-ministro e presidente do PSD afirmou hoje estar despreocupado com cenários pós-eleitorais e, a propósito da data das próximas legislativas, referiu que sempre defendeu a normalidade democrática e nunca pediu eleições antecipadas.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, realizada nas instalações da Fundação Champalimaud, em Lisboa, Pedro Passos Coelho escusou-se a desenvolver estes temas e nada adiantou sobre uma possível coligação pré-eleitoral entre PSD e CDS-PP.

Instado a comentar as palavras do secretário-geral do PS, António Costa, rejeitando que um futuro Governo fique dependente da vontade do Presidente da República, o primeiro-ministro respondeu:

«Eu não faço comentários, era o que faltava, nem pensar. Estou muito preocupado com o que o Governo está a fazer, não estou nada preocupado nesta altura com cenários pós-eleitorais».


Quanto às declarações do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, em defesa da sua decisão de não antecipar as próximas legislativas, Passos Coelho também não quis comentá-las, mas acrescentou:

«Sempre fui defensor da maior normalidade na nossa vida democrática, nunca pedi eleições antecipadas, e não vejo nenhuma necessidade, confesso, de estar a acrescentar declarações sobre essa matéria. Portanto, estou muito confortável com a situação que se vive».