O primeiro-ministro admitiu hoje ter recebido com conforto a notícia da vitória do «não» no referendo sobre a independência da Escócia, considerando que o ganho do «sim» levaria a uma «questão muito desafiadora» para a União Europeia.

«Julgo que não cometerei nenhum lapso político-diplomático se disser que toda a gente ficou, de alguma maneira, mais confortada», salientou Pedro Passos Coelho, à margem da celebração dos 25 anos da Fundação Serralves, no Porto.

Na opinião do chefe do executivo, a separação da Escócia do Reino Unido conduziria a uma «questão muito desafiadora», a de saber se passaria a haver mais um Estado na União Europeia.

Além dos «reflexos na União Europeia», o primeiro-ministro argumentou que a vitória do «sim» teria também consequências na política interna do Reino-Unido.

Passos Coelho lembrou que, face à derrota da independência na consulta de quinta-feira, «não houve outras consequências» para a União Europeia.

«O resultado, a ter sido outro, traria considerações e desafios muito grandes, que em todas as capitais europeias se teria um cuidado ainda maior do que aquele que eu estou a evidenciar para reagir a esses resultados», assinalou.

A Escócia pronunciou-se, em referendo realizado esta quinta-feira, pelo «não» à independência do Reino-Unido.