O líder nacional do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que as eleições antecipadas na Madeira este ano abrem um «ciclo auspicioso» para o partido a nível nacional.

«Tenho a certeza que neste ciclo eleitoral que se abre neste ano, que se abrirá com as eleições da Madeira, não poderíamos ter começo mais auspicioso para ciclo político nacional que iremos ter também», afirmou Pedro Passos Coelho, discursando no XV congresso regional do PSD madeirense que confirmou a eleições do novo líder insular, Miguel Albuquerque, que sucede a Alberto João Jardim.

O presidente do Governo Regional da Madeira e líder cessante do PSD/M, Alberto João Jardim, anunciou que pretende apresentar na próxima segunda-feira a demissão do cargo ao representante da República, o que abre o cenário de eleições legislativas antecipadas neste arquipélago.

Passos Coelho declarou o apoio do PSD nacional para «as batalhas» que os sociais-democratas madeirenses, vão enfrentar nos próximos meses.

«Respeito a decisão que tomaram de clarificar a situação política, procurando antecipar as eleições», declarou, acrescentando ser «legítimo que possam aspirar a ter um resultado que não só os responsabilize como dê condições necessárias para oferecer aos madeirenses aquilo que aspiram».

E Pedro Passos Coelho apontou: «Faremos a mesma coisa a nível nacional».

Testemunhando «o momento simbólico» que o PSD/M atravessa, Passos Coelho considerou que a reunião magna dos sociais-democratas madeirenses é também «muito importante», porque marca «o tempo de renovação de um ciclo que agora se concluiu, longo».

O líder nacional fez votos que o ciclo que agora se inicia «seja intenso, produtivo e traga no essencial os resultados que as aspirações do povo da Madeira hoje patenteiam, em todo o lado».

«O PSD/M ficará indissociavelmente ligado à prosperidade e ao desenvolvimento, num modelo autonómico que provou estar correto e trazer aos madeirenses e, portanto, a Portugal, resultados que são importantes ao nível do bem estar e do desenvolvimento», disse Passos Coelho.

O responsável assegurou que o PSD nacional «se orgulha de tudo aquilo que foi o contributo inestimável que o PSD/M deu para o desenvolvimento da Madeira».

O presidente da comissão política nacional do PSD opinou que «a Madeira de hoje não é a mesma de 1977 e 1978, o país não é o mesmo, as respostas não podem ser as mesmas, e os autores não podem ser os mesmos».

Segundo Passos Coelho «há um tempo para tudo, e este é o congresso que marca essa renovação de um tempo novo que se vai iniciar», acrescentando que o novo líder, Miguel Albuquerque «deu mostras suficientes» de poder chefiar este processo.

Mas, o líder nacional destacou a «nunca ninguém se afirma para o futuro a tratar mal o passado», elogiando a forma como aconteceu a transição na liderança no PSD/M, e considerou não haver «nenhuma razão para que PSD/M não se sinta reforçado na sua coesão política».

«Quero saúda-lo por ter conseguido nas suas primeiras escolhas a pensar no futuro e não no passado», destacou.

Passos Coelho concluiu expressando a solidariedade do partido nacional ao PSD/M agora liderado por Miguel Albuquerque.