O primeiro-ministro elogiou esta sexta-feira a forma como José Manuel Durão Barroso liderou a Comissão Europeia nos últimos 10 anos, considerando ter sido «excelente» no cargo e «um leal representante» de Portugal, apesar de ter enfrentado várias crises.

No dia em que Durão Barroso termina o segundo mandato como presidente da Comissão Europeia, Pedro Passos Coelho classificou o trabalho feito como «um símbolo do compromisso do sistema político-partidário português com o projeto europeu» e destacou «a defesa firme da estabilização da Zona Euro».

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Numa nota hoje divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, Passos Coelho agradeceu a Durão Barroso «como português e como europeu», referindo que a liderança do ainda presidente da Comissão Europeia permitiu levou a criação de mecanismos e programas de apoio aos países em dificuldades, como foi o caso de Portugal, Grécia e Irlanda.

«Foi este esforço de estabilização e credibilização que permitiu ultrapassar, a partir do verão de 2012, a fase mais aguda da crise», referiu Passos Coelho na mesma nota.

Foi isso que permitiu começar a discutir «a criação de uma verdadeira União Económica e Monetária e uma União Bancária que pretende, por um lado, pôr termo ao círculo negativo entre bancos e soberanos e, por outro, criar condições de maior igualdade no acesso ao financiamento», adiantou.

Embora reconheça que os mandatos de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia coincidiram com «crises consecutivas, de naturezas institucional, económica e geopolítica», o primeiro-ministro sublinhou que, hoje, “os receios se encontram «em grande medida, ultrapassados».

Além disso, acrescentou, «a Comissão Europeia e o Dr. Durão Barroso souberam, em todos os momentos, identificar o interesse europeu, quer na definição urgente de respostas para enfrentar a crise, quer dotando a União de meios e instrumentos de que não dispunha, quer ainda na construção de uma União mais forte e solidária».

Passos Coelho sublinhou também o papel do presidente cessante da Comissão Europeia «no apoio às posições e na compreensão das sensibilidades nacionais em negociações particularmente importantes», como as dos quadros financeiros da União Europeia, e a sua intervenção no último Conselho Europeu.

Nessa ocasião, afirmou o primeiro-ministro, Durão Barroso «permitiu uma solução muito positiva para as posições nacionais em matéria de reforço das interconexões e de concretização do mercado europeu de energia».

Por tudo isto, Passos Coelho garantiu acreditar que «a herança, a coragem e o exemplo» de Durão Barroso vão influenciar os novos responsáveis da União Europeia na “construção de uma Europa mais forte, mais igual e mais unida”.