A moção de estratégia global do presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, foi este sábado aprovada sem votos contra, com duas abstenções, no 36.º Congresso do PSD.

Este resultado foi anunciado pelo presidente da Mesa do Congresso, Fernando Ruas, logo após a votação da moção de Passos Coelho para os próximos dois anos, intitulada "Compromisso Reformista".

Neste documento, o presidente do PSD defende que "o PS e o Governo começaram mal", e reitera o lema "social-democracia sempre", recusando que tenha existido um "direitismo austeritário" no período em que chefiou o executivo.

Quanto ao futuro, Passos Coelho deixa em aberto o que poderá acontecer na eventualidade de uma crise política que obrigue à substituição do atual Governo chefiado por António Costa.

"Saber se tal contingência originará um outro Governo de coligação entre as forças que atualmente apoiam o Governo ou se acabará por conduzir à realização de eleições é matéria que não cabe, a esta distância e a quem lidera a oposição, especular", escreve o presidente do PSD.

O ex-primeiro-ministro ressalva, contudo, que "qualquer crise que sobrevenha no atual quadro parlamentar não pode deixar de resultar do desentendimento gerado no seio da maioria que suporta o governo".

Mais à frente, acrescenta que o PSD está "sempre preparado para reassumir responsabilidades de Governo", mas recusa perder tempo com "qualquer cenarização", tendo em conta que "existem mecanismos no quadro constitucional que permitirão aos partidos políticos com responsabilidades parlamentares e ao senhor Presidente da República avaliarem as melhores soluções a adotar em face das circunstâncias concretas".