O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, esteve esta segunda-feira numa visita ao concelho de Vila de Rei, onde defendeu que o essencial, nesta altura, «é a confiança». Apesar de assumir que a confiança, recuperada nos últimos dois anos, foi abalada nas últimas semanas, Passos Coelho que voltar a recuperá-la.

Esta é a primeira intervenção do primeiro-ministro, após a declaração ao país de Cavaco Silva, domingo à noite, na qual o Presidente da República afirmou que vai manter o atual Governo em funções.

Passos Coelho defendeu, ainda, a necessidade «de união» no país para preparar o futuro. Apesar de não ter sido encontrado um acordo entre os três partidos que assinaram o memorando da troika, como pretendia Cavaco Silva, após as negociações falhadas, o primeiro-ministro acredita que é possível encontrar caminhos «em algumas matérias».

Propôs mesmo um aprofundar das matérias em relação às quais a maioria PSD/CDS-PP e o PS quase chegaram a um entendimento. «Ainda não foi possível desta vez chegar a esse entendimento, mas houve coisas em que estivemos próximos de ter um entendimento. Pois, em torno dessas matérias, convém, agora, aprofundá-las», afirmou.

«Mesmo não tendo sido possível esse compromisso agora, o país precisa dessa união de todos. E o Governo irá procurá-la também», acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Durante a visita a Vila do rei, Passos Coelho recebeu a chave de ouro e um diploma de cidadão honorário deste município.

Depois desta sessão solene em Vila de Rei, o primeiro-ministro continuará no distrito de Castelo Branco, com visitas a três instituições que prestam apoio a pessoas com deficiência.