O primeiro-ministro enalteceu que o Governo PSD/CDS-PP esteja à beira de concretizar o «facto histórico» de ser o primeiro executivo de coligação a terminar o mandato, ao mesmo tempo que recusou falar de negociações com os centristas.

No final de uma visita de três dias ao Japão, o primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre eventuais negociações entre sociais-democratas e centristas a iniciarem-se após as eleições regionais na Madeira, que decorrem no domingo, e disse não querer falar de uma matéria partidária.

Passos Coelho quis contudo salvaguardar «a normalidade» que disse estar a viver-se em Portugal.

«Durante muitos anos, habituámo-nos a mudanças de Governo, que muitas vezes não eram bem compreendidas pelos portugueses, observávamos noutros países da Europa uma certa estabilidade das políticas e estabilidade dos governos também. Infelizmente, em Portugal isso nem sempre aconteceu, sobretudo quando os governos não tinham maiorias absolutas de um só partido», declarou.

«Ora, nós estamos à beira de concretizar o facto que é histórico em Portugal: é que pela primeira vez temos um Governo de coligação que cumpre o seu mandato, que é um mandato de quatro anos. Isso só pode ter um significado muito positivo na nossa cultura política e para o futuro do país», defendeu.