O Conselho Nacional do PSD aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, as listas de candidatos indicados por este partido às legislativas, que são conjuntas com as do CDS-PP, disseram à Lusa dirigentes sociais-democratas.

A votação foi feita em termos globais, agregando todas as listas a cada um dos círculos eleitorais, e apenas com os nomes indicados pelo PSD para a coligação Portugal à Frente. No lugar dos nomes do CDS-PP estavam espaços em branco.

No início desta reunião do órgão máximo do PSD entre congressos, realizada num hotel de Lisboa, o presidente dos sociais-democratas e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, declarou-se "satisfeito" com a elaboração das listas.

Passos Coelho lamentou, contudo, que alguns atuais deputados não constem dessas listas e que não tenha havido espaço para outras pessoas.

No final do seu discurso perante o Conselho Nacional do PSD, Passos Coelho referiu-se aos "problemas sensíveis" que o PS teve com as suas listas, para considerar que o mesmo não se passou com a coligação Portugal à Frente, e pediu aos conselheiros nacionais que não passassem a mensagem contrária prolongando a reunião ou fazendo declarações à margem.

Também esta quinta-feira o CDS-PP apresentou os deputados para a coligação. A surpresa da noite foi o anúncio do antigo futebolista do Benfica, António Simões, que vai figurar em lugar elegível pelo círculo eleitoral de Lisboa.
 

Luís Montenegro quantifica em 60% renovação dos candidatos do PSD


O líder parlamentar social-democrata e cabeça-de-lista por Aveiro da coligação PSD/CDS-PP, Luís Montenegro, afirmou que há uma renovação de cerca de 60% dos candidatos a deputados indicados pelo seu partido.

Em declarações aos jornalistas, enquanto decorria a reunião do Conselho Nacional do PSD que aprovou as listas de candidatos às legislativas de 4 de outubro, num hotel de Lisboa, Luís Montenegro considerou que essas listas "não têm suscitado nenhuma contestação" e que a sua elaboração decorreu com "total e perfeita normalidade".

Depois, o líder parlamentar do PSD referiu que há "nos cabeças-de-lista uma renovação de cerca de 70% face àquilo que aconteceu em 2011" e que, "quanto às listas no seu conjunto, a renovação atingirá cerca de 60% nos candidatos do PSD, e cumprirá uma participação de cerca de 40% de mulheres".

Luís Montenegro descreveu o ambiente na coligação PSD/CDS-PP designada Portugal à Frente como de "grande motivação", de "grande ambição" e de "grande confiança" face à campanha eleitoral que se avizinha.

"Estamos cada dia que passa mais motivados e mais mobilizados para cumprirmos o grande desafio que é renovar a maioria absoluta dos deputados na Assembleia da República na próxima legislatura, continuar a cumprir o nosso programa de transformação e de recuperação de Portugal", acrescentou.

 

Pedro Lomba estreia-se nas listas do PSD


Os secretários de Estado Pedro Lomba e Manuel Rodrigues são estreias como candidatos a deputados do PSD, Marques Guedes regressa e confirma-se que a presidente cessante da Assembleia da República, Assunção Esteves, não se recandidata.

Também não se recandidatam a deputados Pedro Lynce, Couto dos Santos, Miguel Relvas - que no início deste mês já tinha afirmado que não iria regressar à política ativa - e José Manuel Canavarro, todos eles cabeças de lista pelo PSD nas legislativas de 2011.

Outra saída já conhecida que se confirma é a do ex-presidente da Assembleia da República Mota Amaral. António Rodrigues, António Prôa, atuais deputados por Lisboa, também não constam das listas de nomes indicados pelo PSD para as legislativas de 4 de outubro, que são conjuntas com o CDS-PP, através da coligação Portugal à Frente.

Luís Marques Guedes, que ficou fora das listas de 2011, ocupa agora o 4.º lugar da lista por Lisboa. Pedro Lomba é o 4.º por Faro, e Manuel Rodrigues o 2.º por Coimbra. Outro regresso é o de Regina Bastos, como 3.ª candidata por Aveiro.

Paula Teixeira da Cruz, que há quatro anos foi 2.ª por Lisboa, atrás do independente Fernando Nobre, este ano ocupa o 3.º lugar dessa lista, a seguir aos presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas.

As listas de candidatos indicados pelo PSD às legislativas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho Nacional deste partido, na quinta-feira.
 

Fernando Costa com "mágoa" por estar fora das listas


O ex-autarca das Caldas da Rainha Fernando Costa, atual vereador em Loures, queixou-se, com "mágoa", de ser o único presidente de uma distrital do PSD fora das listas de deputados.

"Há uma mágoa. Eu disse ao presidente do partido que estava magoado, porque, de facto, sou o único presidente de distrital que não vou nas listas. E a razão essencial, tanto quanto sei, é por ser um autarca defensor das populações", afirmou o atual vereador responsável pelo Gabinete de Consultadoria Jurídica da Câmara Municipal de Loures, cujo executivo é de coligação entre a CDU e o PSD.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Nacional do PSD, Fernando Costa considerou que os eleitores do círculo de Leiria vão ficar "de boca aberta" com essa decisão, mas elogiou os nomes escolhidos para candidatos e desresponsabilizou Pedro Passos Coelho.

Segundo o ex-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, que exerceu essas funções por quase 30 anos, Passos Coelho mostrou-se "um pouco consternado com esta situação".

"Naturalmente que não é agradável para ele nem para mim, mas o presidente do partido não tem qualquer responsabilidade - ou não tem a maior responsabilidade, porque, sendo presidente do partido, também podia, e ele sabe quanto eu gostava que ele pudesse dar uma ajuda a resolver este problema. Não pôde", afirmou.

Questionado sobre quem teve responsabilidades, respondeu: "Não sei, nem me interessa".

Fernando Costa sugeriu que "algumas pessoas" não têm gostado da sua atuação como autarca, acrescentando: "Há pessoas que estão na política e que não sabem o que é um autarca e os seus ideais. Eu quero morrer como autarca".