O partido ecologista «Os Verdes» acusou hoje o primeiro-ministro de «enfiar a cabeça na areia da praia», empurrando o Banco de Portugal «para a frente das câmaras» na apresentação da solução para o Banco Espírito Santo (BES).

«O primeiro-ministro deste país continuou a enfiar a cabeça na areia da praia e a esconder-se debaixo da toalha do banho, empurrando o Banco de Portugal para a frente das câmaras, para prestar esclarecimentos, nomeadamente sobre a opção de recorrer a recursos públicos, matéria que não é da competência do Banco de Portugal», diz o partido ecologista, em nota enviada às redações.

«Os Verdes» sublinham que «mais uma vez» é «aos dinheiros públicos que o Governo recorre para tapar o enorme buraco do BES gerado pelas mal feitorias e práticas criminosas e fraudulentas dos seus administradores».

«Os impactos negativos decorrentes da canalização de mais de 4 mil milhões de euros do Fundo de Resgate para a capitalização do Novo Banco serão, mais uma vez, suportados pelos trabalhadores, famílias portuguesas e pelas pequenas e médias empresas do país», diz também o partido.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim de semana depois de o Banco de Portugal (BdP) ter anunciado a sua separação num "banco bom", denominado Novo Banco, e num "banco mau" ("bad bank").

O Novo Banco fica com os ativos bons que pertenciam ao BES, como depósitos e créditos bons, e recebe uma capitalização de 4.900 milhões de euros enquanto o "bad bank" ficará com os ativos tóxicos.