Passos Coelho anunciou, esta quarta-feira, que o acordo de coligação de Governo entre o PSD e o CDS-PP foi “derrubado no Parlamento” e que a partir desse momento, esse mesmo acordo, terminou.

"O PSD e o CDS tinham um acordo de coligação de governo e o governo foi derrubado no parlamento. Portanto, o acordo de coligação de governo já não existe, naturalmente, acabou com o governo. Não é preciso nenhum ato formal para lhe por termo. É assim, acabou"


Após o jantar de Natal do PSD, o ex-primeiro-ministro afirmou que o seu desejo para o desfecho do caso Banif é que a estabilidade financeira seja preservada. O presidente do PSD não respondeu às críticas que lhe são feitas pela esquerda, rejeitando falar em responsabilidades passadas e preferindo olhar para o futuro.

“Tenho confiança, tive sempre, na forma como o supervisor vem acompanhando estes assuntos e quero acreditar que o governo também não terá um outro objetivo que não seja assegurar a estabilidade financeira. Se não for assim o preço a pagar por todos é sempre mais elevado”


Passos insistiu ainda no trabalho que tem pela frente perante o novo executivo: o de uma oposição atenta para voltar ao governo. O ex-primeiro-ministro apontou o dedo à legitimidade do executivo de Costa, dizendo, no entanto, que não será do contra para o bem do país.


"Que fique muito claro que o facto de estarmos na oposição não significa para nós que quanto pior melhor. Se progredir com este governo, muito bem, nós não estaremos contra, mas se regredir com este governo, o país sabe com o que pode contar e com quem pode contar"