O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu esta quarta-feira que se confirmou o prognóstico de que a tendência recessiva seria vencida em 2013 e manifestou-se confiante em que «o ano de 2014 pode coroar positivamente os esforços dos portugueses».

«Quando olhamos para o crescimento da economia, para a evolução dos dados do emprego e do desemprego -os primeiros a aumentar em termos líquidos, o segundo a reduzir, não tanto quanto nós gostaríamos, mas consistentemente, mês após mês - nós ficamos cada vez mais confiantes em como o ano de 2014 pode ser realmente uma forma de coroar positivamente os esforços dos portugueses», declarou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Pedro Passos Coelho fez esta antevisão de 2014 durante um encontro de Natal com o grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República.

«Estes sacrifícios que temos vindo a fazer têm vindo a produzir resultados que nos permitem pensar que vamos fechar o nosso programa de assistência favoravelmente e que em 2014 teremos já um ano de recuperação económica efetiva», considerou, voltando a apontar 17 de maio como a data para a conclusão do programa de resgate a Portugal.

Antes, referindo-se à estimativa feita há um ano, o primeiro-ministro perguntou aos deputados do PSD: «Lembram-se de que no ano passado tínhamos prognosticado que em 2013 nós conseguiríamos estabilizar a economia e inverter a tendência recessiva que tínhamos registado em 2012?». E acrescentou: «Os dados vieram a confirmar essa nossa expectativa».

Passos Coelho referiu que, não logo no primeiro trimestre, como o Governo gostaria, mas no segundo trimestre deste ano a economia portuguesa cresceu. «Portanto, a tendência recessiva ficou vencida - e não apenas nesse segundo trimestre, também no terceiro, e nada aponta para que o final do ano seja diferente», reforçou.

Na sua intervenção, o também presidente do PSD indicou como missão dos sociais-democratas atacar «de forma mais funda» as desigualdades e comparou a atual situação com a crise de 1983-85, sustentando: «A resposta que hoje obtivemos foi mais positiva do que aquela que se fez sentir nessa altura».

Segundo o primeiro-ministro, «os rendimentos reais caíram mais nessa altura do que agora» e também o valor das prestações sociais «caiu mais nessa altura do que agora».

Dirigindo-se ao líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, Passos Coelho descreveu como «magnífico» o seu trabalho. «Tem vindo a revelar cada vez mais uma afirmação de liderança que o PSD aprecia seguramente e que os nossos eleitores não deixarão de reconhecer», elogiou.

Por sua vez, Luís Montenegro enalteceu a forma como Passos Coelho tem conduzido a governação do país, «com elevado sentido de Estado, com uma capacidade e uma tenacidade, de facto, muito assinaláveis».

O líder parlamentar do PSD afirmou que os deputados sociais-democratas estão «empenhadíssimos» em cumprir o seu mandato, e defende que estão a fazer aquilo que propuseram aos eleitores e, por isso, a sua legitimidade «é total».

No final do seu discurso, Passos Coelho declarou: «Aproveitaremos, portanto, este Natal para que todos possam retemperar algumas forças, mas que possam também num espírito de solidariedade nunca esquecer aqueles que passam por mais dificuldades e que precisam não apenas do nosso apoio, mas também da nossa ação, da nossa intervenção. É isso que nos guiará 2014».