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Constituição: Passos Coelho critica os «que se acomodam»

Líder social-democrata reage a posições negativas ao ante-projecto de revisão

Por: tvi24  |  21- 7- 2010  23: 30

Passos Coelho nas jornadas do PSD

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou esta quarta-feira aqueles «que se acomodam» e «se transformam nos partidos da situação», respondendo às reacções negativas ao ante-projecto de revisão constitucional dos sociais-democratas, noticia a Lusa.

Antes de entrar para a reunião do Conselho Nacional do PSD, em Aveiro, que tem como um dos pontos de agenda a revisão constitucional, Pedro Passos Coelho declarou aos jornalistas: «É importante para o país que os partidos possam dialogar sobre esta matéria. É isto que nós estamos a tentar fazer com o nosso contributo.»

«Este é o esforço que estamos a fazer, sabendo que ele requer ambição, requer alguma audácia também - porque sempre que é preciso pensar a longo prazo há muitas pessoas que se acomodam, que têm uma reacção conservadora, que se habituam à actual situação, que se transformam nos partidos da situação, que não admitem à primeira linha discutir alguma coisa que tenha um alcance estratégico maior», considerou.

O que o PSD propõe aos restantes partidos é «discutir seriamente o que deve implicar a reforma do nosso Estado social para proteger realmente as pessoas que mais precisam, de modo a criar algum reequilíbrio no nosso sistema político, que o torne mais ágil, e a tornar a nossa Constituição menos programática, menos um programa de um governo ou de um partido», disse.

Passos Coelho acrescentou que os sociais-democratas esperam, «serenamente, contribuir para que esse debate se possa iniciar», defendendo que «não está em causa uma vitória ou um benefício do PSD ou de qualquer outro partido».

Em resposta a quem defende que os poderes do Presidente da República não devem ser alterados em tempo de campanha para as presidenciais de 2011, o presidente do PSD argumentou: «Não podemos, em tempo nenhum, fechar o país para balanço para fazer uma revisão constitucional. Estaremos sempre ou a meio de um mandato legislativo ou a meio de um mandato presidencial.»

«O que é importante que se saiba e se perceba é que esta revisão da Constituição não está a ser pensada nem para este Presidente da República em particular, nem para este Governo em particular», mas sim «para os próximos anos», completou.

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