Por: Redacção | 8- 5- 2011 17: 3
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, prometeu hoje fazer «a maior revolução da justiça em Portugal» se formar Governo
e sublinhou que quer fazer essa reforma com os profissionais da justiça.
Na área da Justiça, o PSD propõe-se a gerir
melhor, melhorar a formação dos magistrados, aumentar a eficiência, reduzir os custos, combater a corrupção e baixar a pendência
processual através da reforma do Código Civil.
Os sociais-democratas propõem-se ainda publicar todos os gastos em
consultadoria e eliminar sobreposições de serviços. Outra das preocupações é o elevado número de pendências, propondo-se o
PSD a criar um novo paradigma para a acção declarativa e para a acção executiva, duas áreas da justiça civil.
O
Ministério da Justiça deve empenhar-se na criação das soluções que facilitem a cobrança de créditos das empresas, juntamente
com uma agilização da execução das sentenças no processo administrativo e fiscal.
Outra preocupação fundamental
do programa do PSD para a justiça é o combate à corrupção e à economia informal, com a «redução de burocracias».
O
programa eleitoral do PSD quer acabar com a excessiva pendência processual, nomeadamente na área civil e desenvolver a justiça
arbitral. Nos campos da justiça civil, comercial, laboral, administrativa e fiscal será dado «um passo gigante» se houver
meios alternativos aos tribunais, «devendo-se entregar a resolução dos litígios aos Tribunais Arbitrais».
Neste
sentido, «os tribunais arbitrais deverão ser cada vez mais o fórum privilegiado da resolução de litígios que a explosão do
comércio internacional tornou imprescindível. Deverá ser incrementada a chamada Justiça arbitral, com alívio dos Tribunais
do Estado», defendem os sociais-democratas.
O PSD dá também uma especial atenção à simplificação processual, a figura
das sentenças simplificadas, a redução das formas de processo.
É também preconizada uma gestão profissional para
os tribunais, através da criação do gestor do tribunal, da circunscrição judicial ou a de um grupo de circunscrições judiciais,
libertando o juiz das tarefas e contribuindo, deste modo, para a celeridade judicial.
Os sociais-democratas comprometem-se
a «assegurar a independência judicial e a autonomia do Ministério Público» e dotar o seu Conselho Superior de uma estrutura
que reforce a presença de membros externos.
Porém, a liderança da Procuradoria-Geral da República «deve ser exercida
com maior efectividade, não carecendo do reforço dos seus poderes».
O partido, caso seja governo, quer também reforçar
os meios ao dispor do Conselho Superior da Magistratura (CSM), devendo este órgão ser composto por elementos exteriores à
magistratura, designados pelo Presidente da República e pela Assembleia da República.
«O CSM deve ter membros executivos
permanentes e ser dotado de meios efectivos que assegurem uma liderança e gestão dos tribunais, com a introdução de mecanismos
adequados para a melhoria da sua eficiência», considera o partido.
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