
O primeiro-ministro defendeu este domingo que apenas as medidas de austeridade não chegam para evitar crises como a que Portugal atravessa, sendo necessário acabar com «privilégios injustificados».
«Não estamos a deixar passar a crise. Nós temos de agarrar nesta crise e dar a volta por cima o suficiente para que outras crises como esta não possam aparecer», sublinhou Passos Coelho numa intervenção no encerramento do congresso do PSD/Açores, que decorreu este domingo, em Ponta Delgada.
Para Passos Coelho, «isto significa que não nos podemos limitar a observar o efeito das medidas de contenção e de austeridade, para depois, então, quase mecanicamente, vermos os problemas resolvidos».
O primeiro-ministro defendeu que será necessário «alterar profundamente as estruturas económicas políticas e sociais do nosso país para que privilégios injustificados não voltem a reposicionar-se».
Pedro Passos Coelho defendeu que «ninguém no governo tem o direito de sobrecarregar as gerações futuras com encargos de que não beneficiarão, nem de comprometer a soberania dos portugueses».
Por isso, defendeu que os responsáveis políticos devem ser «responsáveis e responsabilizados».
O líder social-democrata é um forte apoiante da candidatura de Berta Cabral, líder do PSD/Açores, ao cargo de presidente do Governo Regional do arquipélago. «Berta Cabral bate-se pelos Açores, por todas as ilhas e por todos os açorianos», afirmou Passos Coelho, acrescentando saber, também como primeiro-ministro, que «do lado dos Açores, está alguém que coloca acima de tudo os interesses dos açorianos».