Por: Redacção | 30- 7- 2010 16: 3
O líder do PSD recusou esta sexta-feira a possibilidade do partido chegar ao Governo com uma «vitória de Pirro» e recusou
ter «posições neutras», mesmo que isso tenha o custo de obter sondagens «menos favoráveis», noticia a Lusa.
Questionado
durante uma conferência de imprensa sobre os resultados do Barómetro TSF/Diário Económico, onde os sociais-democratas voltam
a liderar as intenções de votos, mas perdem 10,4 por cento em relação a Junho, Pedro Passos começou por atribuir a descida
a «alguma eficácia» do PS em agitar «fantasmas» sobre a «suposta vontade» dos sociais-democratas em desmantelar o serviço
público.
«Esses dados são consentâneos com alguma eficácia com que o PS e os partidos mais à sua esquerda agitaram
os fantasmas relativos a uma suposta vontade do PSD desmantelar o serviço público, que não é verdadeira», sustentou.
Sem
desvalorizar a importância das sondagens, porque «dão uma ideia de como é que o país vai observando a evolução do desempenho
dos partidos», o líder social-democrata recusou, contudo, «ter uma posição neutra» em relação aos problemas do país.
«Nós
sabemos que a reforma do Estado Social que precisamos de fazer pode não ser à primeira vista muito popular», reconheceu.
Contudo,
continuou, o PSD não pode ter «dúvidas ou hesitações» porque «se quiser chegar ao Governo apenas olhando para as sondagens
e para o que é popular, então terá uma vitória de Pirro», porque não resolverá nenhum dos problemas do país.
«Por
isso, estamos abertos e disponíveis para ter eventualmente sondagens menos favoráveis do que as poderiam ter se adoptássemos
uma posição mais neutra de não temos opinião: vamos bater no Governo e esperar que as pessoas cansadas desta solução escolham
o PSD. Podíamos ter essa possibilidade, mas preferimos travar a impopularidade destes debates, mas acrescentar alguma coisa
ao futuro do país», sublinhou.
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