Por: Redacção / CP | 5- 8- 2011 19: 44
ACTUALIZADA ÀS 21h22
Luís Capucha, presidente da Agência Nacional para a Qualificação, que gere o programa
Novas Oportunidades, não será reconduzido no cargo, indicou à agência Lusa fonte do ministério da Economia.
A fonte
confirmou que houve uma «reunião conjunta» entre Capucha e responsáveis com as tutelas da Economia e Educação e nela ficou
decidido que «não será renovada» a comissão de serviço, que por estes dias termina, do responsável da Agência Nacional para
a Qualificação.
«O Governo reuniu comigo na segunda-feira passada e disse-me que não contava mais comigo como presidente
da ANQ», disse Luís Capucha à Lusa.
Reconhecendo que «isso é um direito que o Governo tem», Luís Capucha afirmou,
no entanto, desconhecer as razões da decisão do Executivo de Passos Coelho. «A partir do momento em que toma posse, [o Governo]
dispõe dos lugares dos directores-gerais e dos presidentes de institutos, como a ANQ, e tem 45 dias para os reconduzir ou
então comunicar-lhes a não recondução», afirmou.
«No meu caso, entenderam que não devia comunicar a recondução, por
razões que desconheço, e desde segunda-feira deixei de ser presidente da ANQ», adiantou.
Durante a campanha eleitoral,
este responsável trocou palavras feias com Pedro Passos Coelho, a propósito do Programa Novas Oportunidades, gerido pela Agência
para a Qualificação.
O agora primeiro-ministro afirmou que o programa é «uma mega produção que atribui uma credenciação
à ignorância».
Já Luís Capucha respondeu que a afirmação de Passos Coelho era «insultuosa».
Na quarta-feira,
ouvido no Parlamento, o ministro da Educação, Nuno Crato, defendeu que é preciso saber se o programa Novas Oportunidades ajudou
realmente alguém a conseguir emprego ou subir na carreira.
Actualmente, a avaliação das Novas Oportunidades é «muito
limitada», indicou. «É preciso saber o que serviu às pessoas, não só em termos de valor pessoal, mas profissional e de empregabilidade»,
defendeu então o ministro.
Em resposta a estas afirmações, Capucha disse que «nem tudo o que são políticas de educação
se mede pelo facto de criarem imediatamente emprego», ripostando: «O senhor ministro da Educação é um grande defensor da realização
de exames e nós também lhe podemos perguntar quantos empregos é que esses exames vão criar», disse, acrescentando que tal
«não faz sentido nenhum», porque «essas medidas terão efeitos a prazo».
Luís Capucha deu ainda alguns números relativos
ao impacto do programa Novas Oportunidades. «Mais de 10 por cento dos dois milhões de portugueses que aderiram à iniciativa
obtiveram emprego e outros 20 por cento melhoraram as suas condições de emprego por causa do programa Novas Oportunidades»,
apontou.
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