«Razão de ser das forças armadas não será posta em causa»

Passos Coelho diz que reestruturação não vai alterar papel no quadro da segurança nacional e em missões no exterior

Por: tvi24 / SM    |   19 de Março de 2012 às 14:59
O primeiro-ministro disse estar seguro de que o processo de reestruturação das Forças Armadas não vai colocar em causa a «razão de ser» da instituição no quadro da segurança nacional e da sua presença em missões no exterior.

Pedro Passos Coelho falava nas comemorações do dia do Regimento de Infantaria (RI 14) em Viseu, onde sublinhou o «orgulho» de Portugal nas suas Forças Armadas e deixou a garantia de que o processo de racionalização visa «tornar mais sustentável o futuro».

«Tal como consta no Programa do Governo e como está no memorando de entendimento [com a troika], as Forças Armadas conhecerão, como muitas outras instituições relevantes em Portugal, processos de racionalização que visam tornar mais sustentável o seu futuro, assegurar que a sua missão, a sua razão de ser possam ser asseguradas, não apenas dentro de um quadro de garantia da segurança nacional, mas também de boa prestação daquilo que é a presença de forças portuguesas em missão no exterior», disse.

O primeiro-ministro reafirmou também que os tempos que o país atravessa são «desafiantes», mas referiu que as Forças Armadas «têm dado, ao longo dos anos, exemplos de grande capacidade de adaptação em função dos objetivos da defesa nacional».

«Confio muito nos militares portugueses, nas suas chefias, em garantir que, em articulação com o Governo, todo o processo de racionalização será feito de modo a preservar o carácter patriótico das intervenções que cabem às Forças Armadas numa sociedade moderna como é aquela em que vivemos», declarou.
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