
O PS considerou que o estado da política cultural é igual a zero e acusou o primeiro-ministro, que tem a tutela direta deste setor na orgânica do Governo, de ser «incompetente» como ministro da cultura.
«Há uma incompetência do primeiro-ministro como ministro da cultura».
As críticas ao Governo e, especificamente a Pedro Passos Coelho, foram feitas pelo porta-voz do PS, João Assunção Ribeiro, após um encontro com 35 representantes de vários setores da atividade cultural, numa iniciativa inserida na preparação dos socialistas do debate sobre o Estado da Nação, na próxima quarta-feira, no Parlamento.
No encontro, que se realizou na sede nacional do PS, estiveram Joaquim Leitão (realizador), Margarida Gil (cineasta), Nuno Júdice (poeta), Álvaro Covões (empresário de espetáculos), Catarina Vaz Pinto (Câmara de Lisboa), António Pinto Ribeiro (da Fundação Calouste Gulbenkian), Zé Pedro (música), assim como representantes das áreas da leitura, galeristas, teatro, canto, dança e bandas filarmónicas.
No final do encontro, João Ribeiro disse que a principal conclusão foi que «não existem política cultural em Portugal e é esse o estado da cultura no país», cita a Lusa.
«Um ano de Governo na política cultural resume-se a nada», declarou o porta-voz dos socialistas, antes de referir que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, justificou a sua tutela direta da área da cultura com a ideia de ser ele próprio o representante da política cultural em Conselho de Ministros.
No entanto, de acordo com o porta-voz do PS, «verifica-se neste momento uma ausência de política cultural».