Por: Redacção / PB | 28- 4- 2010 13: 40
O primeiro-ministro, José Sócrates, e o líder do principal partido da oposição, Pedro Passos Coelho, manifestaram esta
quarta-feira a disponibilidade de trabalhar em conjunto no combate ao défice. As declarações foram feitas em conferência de
imprensa, depois de uma reunião entre Sócrates e Passos Coelho.
«O Governo e o principal partido da oposição decidiram
trabalhar em conjunto para responder àquilo que é um ataque especulativo quer ao euro quer à divida soberana portuguesa»,
afirmou José Sócrates.
O objectivo deste acordo é «reforçar a confiança e assegurar que o país fará tudo o que tiver
de ser feito para os objectivos orçamentados sejam concretizados», disse o primeiro-ministro.
Foram tomadas duas
decisões na reunião entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho. A primeira passa por «acompanhar com regularidade e proximidade
a situação financeira e dialogar e trocar pontos de vista».
«Em segundo lugar, dei conta da vontade do Governo de
antecipar para 2010 medidas que estavam previstas só para os próximos anos no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC),
por forma a que todos os agentes internacionais saibam que o objectivo orçamental que o Governo tem inscrito no seu orçamento
é para cumprir», garantiu José Sócrates.
O Governo já tinha aprovado, em conselho de ministros, três medidas para
entrar em vigor este ano: a tributação das mais-valias bolsistas, o pagamento de portagens em algumas SCUT e criação do novo
escalão de 45% no IRS.
A juntar a estas, Sócrates disse que vão ser implementadas já este ano outras três medidas:
a nova lei de condição de recursos, as alterações ao subsídio de desemprego e as auditorias e fiscalizações às prestações
sociais.
José Sócrates afirmou ainda que a o Governo está disponível para «discutir propostas do PSD e de outros
partidos nesta matéria».
Passos Coelho: «Faremos o que estiver ao nosso alcance para cumprir objectivos internacionais»
Pedro
Passos Coelho afirmou também a disponibilidade do PSD para cooperar com o Governo para reduzir o défice e combater a dívida
externa.
«Transmiti a minha disponibilidade para acompanhar de muito perto esta situação nas próximas semanas», afirmou
o líder do PSD.
Passo Coelho elogiou ainda o «espírito de grande coordialidade e cooperação» que o primeiro-ministro
demonstrou na reunião.
«Quaiquer que sejam as diferenças politicas não nos impedirão de oferecer a portugal um quadro
de estabilidade dos nossos compromissos internacionais no que respeira à matéria financeira», assegurou o líder do PSD.
«Faremos
o que estiver ao nosso alcance para que o país possa ver cumpridos os seus objectivos internacionais», concluiu.
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