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Passos Coelho teria votado contra o Orçamento

Último frente-a-frente antes do congresso deste fim-de-semana

Por: tvi24 / CP  |  12- 3- 2010  23: 46

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Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar-Branco

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O candidato a presidente do PSD Pedro Passos Coelho garante que teria votado contra o Orçamento do Estado para 2010 aprovado esta sexta-feira, o que o seu adversário Aguiar-Branco qualificou de uma irresponsabilidade.

O líder parlamentar social-democrata interpelou várias vezes Passos Coelho no frente-a-frente na SIC Notícias, a começar pelo Orçamento do Estado que foi aprovado com a abstenção do PSD e do CDS-PP. «O que é que o Pedro fazia?», perguntou.

«Hoje, teria votado contra um orçamento que é mau», respondeu Pedro Passos Coelho, acrescentando que teria tido, desde o início, uma atitude diferente da actual direcção social-democrata, avisando o Governo que não aceitaria «um mau orçamento» e impondo condições. Perante isso, «o Governo teria apresentado outro orçamento», considerou Passos Coelho.

Aguiar-Branco replicou que a abstenção do PSD foi em nome do interesse nacional, para «evitar um colapso» para Portugal causado pela reacção dos mercados internacionais ao chumbo do orçamento e às suas consequências políticas.

«Vários economistas referiram que seria uma irresponsabilidade não viabilizar este orçamento e provocar uma crise institucional que teria consequências muito graves», apontou.

«Os mercados internacionais reagiram muito mal a este orçamento e não ao anúncio de que o PSD o iria viabilizaria», contrapôs Passos Coelho.

Quanto à governabilidade, Aguiar-Branco reclamou ter uma posição mais clara do que a de Passos Coelho: «Não tenho problemas em dizer que se na comissão de inquérito houver a demonstração inequívoca, objectiva, de que primeiro-ministro não disse verdade na Assembleia da República e que houve interferência na pretensão de compra [da TVI pela PT] acho que é obrigação de um partido responsável como o PSD apresentar uma moção de censura. É do interesse nacional ter à frente dos destinos do país quem seja confiável.»

Passos Coelho reagiu, dizendo que já manifestou posição idêntica. «Não me lembro, Pedro», observou de imediato Aguiar-Branco.

«Aquilo que eu tenho dito é que não devemos pôr o carro à frente dos bois, não vamos começar a tirar conclusões de uma comissão de inquérito que ainda não começou os seus trabalhos. Se a conclusão for que o primeiro-ministro mentiu, então imagine o que é chegarmos à conclusão de que o primeiro-ministro estava a mentir. É possível manter um Governo com um primeiro-ministro que não diz a verdade ao país? Com certeza que nesse momento não pode haver outra saída senão a apresentação de uma moção de censura», considerou Passos Coelho.

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