A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira um voto de condenação da violência na Faixa de Gaza, apelando à paz entre israelitas e palestinianos, que já vitimou 80 pessoas, na sua sessão plenária.

O voto de condenação, apresentado por deputados dos grupos parlamentares de PSD, PS e CDS-PP, teve a abstenção de PCP, BE e PEV.

«Num apelo à paz, a Assembleia da República condena a escalada de violência entre Israel e a Palestina e apela às partes que regressem às negociações com vista ao processo de paz e ao fim de um conflito tão dilacerante não apenas para palestinianos e israelitas, mas também para a região e o mundo", lê-se no texto.

Outro voto de condenação sobre o assunto, apresentado pelo BE e que criticava a «ofensiva israelita em Gaza», foi rejeitado pela maioria PSD/CDS-PP e também pela generalidade dos parlamentares socialistas.

Os deputados do PS Paulo Pisco e Elza Pais abstiveram-se, enquanto os seus colegas de bancada Sérgio Sousa Pinto, Eduardo Cabrita, Paulo Campos, Isabel Moreira, Ana Paula Vitorino, Gabriela Canavilhas, João Galamba, Idália Serrão, Catarina Marcelino e Carlos Enes votaram favoravelmente ao texto bloquista.

PCP, BE e «Os Verdes» foram favoráveis ao documento que «condena veementemente a investida militar de Israel contra a Palestina, expressa as condolências às famílias das vítimas e apela ao imediato restabelecimento da paz na região».

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu hoje o cessar-fogo na reunião de emergência do Conselho de Segurança, após apelos semelhantes da Rússia e dos Estados Unidos.

Cerca de 80 palestinianos morreram nos últimos três dias em consequência de bombardeamentos da Força Aérea israelita, na maior ofensiva contra a Faixa de Gaza desde 2012.

Desde o início da operação, cerca de 300 'rockets' foram disparados da Faixa de Gaza contra território israelita, segundo o exército.

A operação foi lançada depois de extremistas judeus terem queimado vivo um adolescente palestiniano, numa aparente retaliação pelo rapto e homicídio de três adolescentes israelitas na Cisjordânia.