A futura porta-voz do PS, Maria Antónia Almeida Santos, disse hoje ter ficado muito honrada com o convite para este cargo e sublinhou estar sempre disponível para servir o partido naquilo que considera que pode ajudar.

A dirigente socialista Maria Antónia Almeida Santos vai substituir o vice-presidente da bancada do PS João Galamba no cargo de porta-voz, disse hoje à agência Lusa fonte oficial deste partido.

À entrada para o 22.º Congresso do PS, que hoje se inicia na Batalha (Leiria), a deputada socialista recusou-se a antecipar que temas marcarão a reunião, dizendo esperar que seja “um momento de grande discussão e grande alegria”.

Não temos constrangimentos, vamos discutir todos os assuntos importantes para o país”, disse.

Sobre o convite para desempenhar o cargo de porta-voz respondeu: “Eu estou sempre disponível para servir o partido naquilo que posso e naquilo que considero que posso ajudar e foi nesse espírito que muito me honrou o convite”.

Questionada se o partido deve situar-se mais à esquerda ou mais ao centro, Maria Antónia Almeida Santos considerou que essas matérias “já não dependem do porta-voz”.

Eu fui indicada para porta-voz, ainda não iniciei o meu mandato. Estou com grande expectativa e grande responsabilidade”, disse.

Maria Antónia Almeida Santos já fazia parte da Comissão Permanente do PS, o chamado "núcleo operacional" do partido, que é liderado pela secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, e que foi constituído logo após a formação do atual Governo minoritário socialista.

Atual vice-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos é a principal responsável pelo projeto dos socialistas para a legalização da morte medicamente assistida.

Também à chegada à Batalha, o deputado e líder da concelhia do PS-Porto Renato Sampaio destacou o grande mérito do secretário-geral António Costa na solução governativa à esquerda, dizendo não saber se este vai pedir a maioria absoluta, mas considerou que “a merece”.

Questionado se os processos judiciais do antigo primeiro-ministro José Sócrates – de quem foi um destacado apoiante – poderão ‘ensombrar’ o Congresso, Renato Sampaio respondeu um “não” categórico.

“Não vou estar a antecipar a intervenção dos militantes, estamos aqui a debater o que é importante para Portugal, é um assunto que não faz sentido debater num congresso do PS”, defendeu.