O comentador Paulo Ferreira disse esta terça-feira, na TVI24, que António Costa se deixou  “colocar no fogo cruzado entre a direita e a esquerda”, e que vai acabar por ser responsabilizado por qualquer falha que possa vir a acontecer na formação de um novo governo.

 Para Paulo Ferreira, “parece que foi o PS que ganhou as eleições, ao encabeçar as negociações”, decisão que coloca António Costa numa posição difícil e que se resume a um tudo ou nada: “Se Costa se coligar com a esquerda será primeiro-ministro, mas se se coligar com a direita não o será”.

O comentador da TVI sublinha que António Costa “quer acalmar os mercados”, ao ter prestado declarações esta tarde às Agências Reuters e France Press . Atitude justificada pelo facto de os mercados “não gostarem de instabilidade/imprevisibilidade do futuro” e “também por recearem que o PCP e o Bloco de Esquerda possam vir a formar governo”.

Sobre uma possível aliança entre PS/PCP/Bloco de Esquerda, Paulo Ferreira refere que ainda “não se ouviu se, nesse caso, os três partidos cumpririam o Tratado Orçamental que fixa os défices em 3%".

Em relação às propostas apresentadas esta tarde pela PàF ao Partido Socialista, o comentador da TVI afirma que existem “aproximações em algumas matérias”, como a “aceleração da remoção da Taxa do IRS em dois anos, ou a “subida dos indicadores do salário mínimo nacional”.