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PNR culpa políticos pela morte de refugiados

Partido Nacional Renovador promoveu esta segunda-feira uma manifestação em frente à representação da Comissão Europeia em Portugal

21 de Setembro às 20:34 Redação / MM
6 FOTOS: PNR contra a entrada de refugiados
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PNR contra a entrada de refugiados

Manifestação contra a entrada de refugiados em Portugal, convocada pelo Partido Nacional Renovador, em frente à representação da Comissão Europeia, no Largo Jean Monnet, em Lisboa
21 de Setembro às 18:59
 O Partido Nacional Renovador (PNR) promoveu esta segunda-feira uma manifestação em frente à representação da Comissão Europeia em Portugal, em Lisboa, onde acusou os políticos europeus de serem responsáveis pelas mortes dos refugiados, pedindo o seu repatriamento.

“Nós não somos desumanos, nós dizemos é que essa gente toda que está a passar para a Europa central tem de ser devidamente registada, tem de ser devidamente tratada, e automaticamente repatriada”, afirmou o secretário-geral do PNR, João Patrocínio, aos jornalistas.


Na manifestação, que juntou cerca de 30 pessoas, foram pintadas duas faixas de tecido com molho vermelho, em representação do sangue derramado pelos refugiados que morreram ao tentar chegar à Europa.

“Todo o sangue derramado está nas mãos dos políticos”, afirmaram os apoiantes do PNR, referindo-se aos dirigentes da União Europeia, Estados Unidos da América e Organização das Nações Unidas (ONU).

“Achamos sinceramente que a União Europeia e os Estados Unidos [da América] têm muita culpa daquilo que está a acontecer pela Europa toda, têm muita culpa por todas estas questões, esta invasão que estamos a sofrer”, acrescentou o secretário-geral.


Os manifestantes seguravam a bandeira nacional e bandeiras do PNR, e estavam também afixadas duas faixas onde se lia “fazem de nós um povo de escravos, fora com os vendilhões da pátria” e “sem soberania não há independência”.

Entre as palavras de ordem, os presentes gritaram “ação, ação, lutar pela nação”, tendo batido palmas quando foi demonstrado “apoio inquestionável ao regime de Bashar Al-Assad”, presidente da Síria, país de onde foge parte dos refugiados.

Referindo-se à quota de cinco mil refugiados que Portugal irá acolher, João Patrocínio questionou: “Como é que é possível? Daqui a dois anos o que é que esta gente toda vai fazer?”, alegando que “isto não é uma invasão normal, isto é uma invasão de pessoas que não respeitam costumes, que não respeitam tradições”.

Quanto às eleições, João Patrocínio declarou que o objetivo é conseguir mais votos.

“O dia em que o Partido Nacional Renovador tiver um representante nesta Assembleia da República vai ser um drama para este regime, porque eles não vão ter maneira de nos calar”, vincou o dirigente.

Questionado sobre uma possível ligação do partido a incidentes relacionados com a agressão a um homem no final um comício da CDU, o secretário-geral afirmou que “isso é mais uma manipulação a que estão a tentar colar o PNR”, acrescentando que o partido “não tem nada a ver com isso”.

Presente na manifestação esteve também o líder José Pinto Coelho, que afirmou não querer ver nas ruas portuguesas “o sangue que corre na Síria e no Iraque, por conta destas políticas suicidas”.

“Não queremos ver as nossas netas de burca a levar porrada dos maridos, não queremos decapitações na Europa”, vincou, comparando a vinda dos refugiados a uma invasão islâmica.

 
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