O presidente do Partido da Terra (MPT), José Inácio Faria, disse este sábado que a ambição do MPT é eleger, pelo menos, dois deputados para formar um grupo parlamentar e criar uma “política de consensos” na Assembleia da República (AR).

“Queremos ter um grupo parlamentar na Assembleia da República, porque é aí que se resolvem os problemas nacionais e queremos criar uma política de consensos na AR que não tem existido há pelo menos 20 anos”, disse aos jornalistas José Inácio Faria.

O MPT esteve ao longo do dia de hoje reunido em Lisboa para apresentar e debater internamente a política para as eleições legislativas de 04 de outubro, numa convenção que contou com a presença dos cabeças de lista dos círculos eleitorais e do mandatário por Lisboa, António Carmona Rodrigues.

No final da convenção, o presidente do Partido da Terra afirmou que a “ambição é entrar na AR e criar um grupo parlamentar, que se faz, pelo menos, com duas pessoas”.

José Inácio Faria, que não se candidata às legislativas por ter sido eleito eurodeputado, adiantou que os partidos com assento parlamentar “estão idênticos há cerca de 20 anos e nada tem saído de positivo destas legislaturas”.

Nesse sentido, referiu que o MPT quer sentar-se no hemiciclo da AR ao centro para gerar consensos e levar “um pouco mais de bom senso” ao parlamento.

“O nosso posicionamento é ao centro. É exatamente a favor de uma política de consensos e para poder chegar a incutir um pouco de bom senso que falta na AR. Não nos candidatamos a ser Governo, candidatamo-nos sim a trazer um pouco mais de bom senso na AR”, disse José Inácio Faria no seu discurso de encerramento da convenção.


O eurodeputado afirmou que o Partido da Terra tem propostas “muito concretos para aliviar o stress a que os portugueses chegaram”, como acabar com o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

“Temos o índice de felicidade interna bruta que é o caminho que pretendemos seguir na apresentação do programa e proposta para AR”, sustentou.

O mandatário do MPT por Lisboa e antigo presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, disse aos jornalistas que se revê “muito no triângulo de elementos de base em que o partido se baseia”, nomeadamente “os valores da ecologia, humanismo e de sociedade liberal”.

“Este partido preenche um espaço que está por ocupar na vida política portuguesa e vai mostrar, essencialmente, que é possível fazer política de uma forma diferente”, afirmou, sublinhando que o MPT quer “estabelecer diálogos, pontes e concertações” na AR.