O PSD voltou a assumir o papel de alternativa ao Governo e de «esperança de Portugal», com os socialistas a criticarem o «discurso vazio» dos sociais-democratas.

«Mais do que nunca, o PSD assume o papel de alternativa do Governo», afirmou o deputado do PSD José Pedro Aguiar Branco, numa declaração política no plenário da Assembleia da República.

Assinalando a passagem de quatro anos de governação socialista, Aguiar Branco pediu aos portugueses para «optarem por outro programa, outras políticas e outros protagonistas», argumentando que «a esperança de Portugal é o PSD».

Um dia depois da sessão de balanço de quatro anos do Governo de José Sócrates, organizada pelo PSD no Centro Cultural de Belém, Aguiar Branco recuperou as principais críticas sociais-democratas ao executivo, reiterando que a culpa da situação a que Portugal chegou é do Governo e não da crise internacional.

«O Governo não pode iludir a verdade», enfatizou, considerando «confrangedora a propaganda e obsessão pela imagem» do executivo de maioria socialista.

Na resposta, o deputado socialista Mota Andrade insistiu na acusação que o PSD é hoje um partido com «um discurso vazio». «Para um partido querer ser alternativa têm de existir medidas, propostas», salientou.

Pelo CDS-PP, o deputado Mota Soares juntou-se ao PSD nas críticas à governação socialista, corroborando a necessidade de «uma viragem».

«Foram quatro anos que se passaram, mas que não se podem repetir», declarou, considerando que agora é fundamental discutir novas políticas.

A deputada do BE Ana Drago aludiu também à «governação falhada» do executivo socialista, alertando para a crise de confiança no sistema político que existe actualmente.

«Os sucessivos Governos falharam as suas promessas», declarou, recordando que nenhum dos três últimos primeiros-ministros ¿ António Guterres, Durão Barroso e Pedro Santana Lopes ¿ completou os quatro anos de legislatura.