O deputado social-democrata Fernando Negrão é candidato a presidente da Assembleia da República, com o apoio da Comissão Política Nacional do PSD, e afirmou à Lusa que não se candidata "contra nada nem contra ninguém".

A candidatura de Fernando Negrão a presidente da Assembleia da República foi hoje proposta pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, em articulação com o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, à Comissão Política Nacional deste partido, e recolheu um apoio generalizado, disse à Lusa um dirigente social-democrata.

Contactado pela agência Lusa, Fernando Negrão confirmou a sua candidatura, e afirmou: "Eu candidato-me e aceitei a candidatura não contra nada nem contra ninguém, e com base num princípio que vigora desde 25 de Abril de 1974 de que o presidente da Assembleia da República sai sempre do partido mais votado, do partido ganhador. É esse princípio que me leva a candidatar-me".

Na eleição para presidente da Assembleia da República, que está marcada para as 15:00 de sexta-feira, Fernando Negrão deverá ter como adversário o socialista Ferro Rodrigues, que foi proposto para o cargo pelo secretário-geral do PS, António Costa.

Deputado do PSD eleito pelo círculo de Braga nas legislativas de 04 de outubro, Fernando Negrão tem 59 anos, é licenciado em Direito, foi ministro da Segurança Social, da Família e da Criança no XVI Governo Constitucional chefiado por Pedro Santana Lopes, entre 2004 e 2005, e diretor geral da Polícia Judiciária, entre 1995 e 1999.

Já exerceu também os cargos de juiz de direito, vogal do Conselho Superior da Magistratura, juiz de círculo, magistrado judicial, presidente do Conselho de Administração do Instituto da Droga e da Toxicodependência, advogado e oficial da Força Aérea Portuguesa, segundo a sua biografia disponível na página da Assembleia da República.

Nas eleições autárquicas de 2005, candidatou-se à Câmara Municipal de Setúbal, e foi o candidato do PSD às eleições intercalares de 2007 para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Fernando Negrão foi eleito deputado pela primeira vez em 2002, nas listas do PSD, pelo círculo de Faro. Voltou a ser eleito nas legislativas de 2005 e de 2009, nas quais foi o cabeça-de-lista do PSD por Setúbal, e em 2011 foi eleito deputado pelo círculo de Braga.

Nas últimas legislativas, foi novamente candidato pelo círculo de Braga, no segundo lugar da lista da coligação entre PSD e CDS-PP designada Portugal à Frente.

Na legislatura que agora termina, presidiu à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e à comissão de inquérito parlamentar à gestão do Banco Espírito Santo e do Grupo Espírito Santo.