O comissário indigitado por Portugal para o futuro executivo comunitário, Carlos Moedas, mereceu um parecer favorável da comissão do Parlamento Europeu responsável pela sua audição, realizada na manhã desta terça-feira em Bruxelas, indicaram fontes parlamentares à Lusa.

Moedas, a quem o presidente eleito da nova Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, atribuiu a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, foi aprovado por «consenso», com o parecer favorável de todos os grupos políticos da comissão parlamentar da Indústria, Investigação e Energia (ITRE), com exceção do Grupo da Esquerda Unida (que integra as delegações do PCP e Bloco de Esquerda), especificaram as mesmas fontes.

No seguimento da audição de três horas realizada hoje de manhã, houve uma reunião do presidente da ITRE, Jerzy Buzek, e dos sete coordenadores dos grupos políticos nesta comissão parlamentar para avaliar o desempenho de Carlos Moedas, que recebeu o aval de todos, à exceção do representante da Esquerda Unida.

A comissão parlamentar considerou que o comissário indigitado por Portugal possui as competências necessárias para integrar o colégio de comissários e para desempenhar as funções específicas que lhes foram confiadas, indicaram à Lusa várias fontes próximas do processo.

Face a este parecer – o relatório só será tornado público no final de todas as audições aos comissários indigitados, que decorrem até 07 de outubro -, já não haverá lugar a uma reunião da comissão parlamentar, que é convocada quando o candidato a comissário não reúne o consenso entre os grupos políticos da comissão parlamentar competente.

A Carlos Moedas – um dos primeiros comissários indigitados a submeter-se à avaliação da assembleia – resta agora esperar pelo final das audições, e pelo voto do Parlamento Europeu ao colégio de comissários no seu todo, agendado para 22 de outubro, devendo entrar em funções a 01 de novembro, com a restante «Comissão Juncker», que sucede ao executivo comunitário de José Manuel Durão Barroso, que exerceu o cargo de presidente da Comissão durante 10 anos, entre 2004 e 2014.