A cerimónia de trasladação do futebolista português Eusébio vai realizar-se a 3 de julho, pelas 19 horas, como previsto, confirmou esta quarta-feira a Presidente da Assembleia da República, em conferência de líderes.

Segundo o deputado-secretário da mesa do parlamento, Duarte Pacheco, Assunção Esteves e a Procuradoria-Geral da República partilham a mesma interpretação de que a legislação específica sobre honras de Panteão se sobrepõe à lei geral, que obrigaria a um período de três anos para a remoção dos restos mortais.

Recorde-se que o decreto-lei relativo à inumação e trasladação de cadáveres diz que é proibido abrir qualquer sepultura antes de decorridos três anos da morte. 

Por isso, o mês passado surgiu a notícia de que a trasladação do "Pantera Negra" podia ser adiada, uma vez que Eusébio foi sepultado num caixão de madeira e a passagem para o Panteão só pode ser feita num de zinco. 

Eusébio da Silva Ferreira, para muitos o melhor futebolista português de sempre, morreu na madrugada de 5 de janeiro de 2014, aos 71 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.

Nascido a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique, o "King" distinguiu-se ao serviço do Benfica e da seleção portuguesa e foi eleito o melhor jogador do mundo em 1965, conquistando ainda duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73) de melhor marcador.

No Mundial de 1966, disputado em Inglaterra, foi considerado o melhor jogador da competição, na qual foi o melhor marcador, com nove golos. Na mesma competição, Portugal terminou no terceiro lugar.

A poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen foi a última personalidade portuguesa a merecer honras de Panteão Nacional por proposta de PSD e PS que obteve unanimidade em fevereiro de 2014, tendo a cerimónia decorrido igualmente em julho, também pelas 19 horas.