A presidente da Assembleia da República deu esta quarta-feira posse a 17 deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Submarinos e de Viaturas Blindadas PANDUR e outros sete suplentes.

Já com o democrata-cristão Telmo Correia, como presidente, a liderar os trabalhos da primeira reunião, o socialista José Magalhães alertou para o prazo estipulado de duração do inquérito (quatro meses) e a sua coincidência com o período eleitoral que se avizinha, os feriados de junho e as férias parlamentares que se seguirão.

«Dado o objeto desta comissão ser muito diversificado, será muito importante refletir sobre a temporização dos trabalhos para os grupos parlamentares poderem definir sequência das diligências que vão sugerir», avisou o coordenador dos trabalhos por parte do PS.

Telmo Correia sugeriu uma reunião entre os membros da mesa que dirigirá os trabalhos e os respetivos coordenadores de cada partido para a «discussão do regulamento e procedimentos da própria comissão ainda esta semana» porque «tudo quanto se possa consensualizar é o ideal, de forma a que a comissão aja de forma tão livre e tão ampla possível».

O grupo parlamentar do PSD optou por adiar a comunicação do nome que vai ocupar a vice-presidência da comissão, assim como do deputado-coordenador. O socialista Filipe Neto Brandão já tomou hoje posse como segundo vice-presidente.

Os sociais-democratas indicaram Paulo Mota Pinto, Elsa Cordeiro, Paulo Rios, Nuno Serra, Francisca Almeida, António Prôa e Paulo Simões Ribeiro, como efetivos, e Mónica Ferro e Nuno Matias, como suplentes.

Além de Neto Brandão e José Magalhães, o PS vai estar representado por Odete João, Nuno Sá e Agostinho Santa, enquanto Isabel Oneto e António Cardoso serão deputados suplentes.

O CDS-PP apresentou Filipe Lobo d'Ávila como coordenador e Cecília Meireles (suplente) para lá de Telmo Correia (presidente).

O deputado comunista Jorge Machado vai ser o coordenador pela parte do PCP, acompanhado por João Ramos, ao passo que António Filipe ficou na posição de suplente.

João Semedo, um dos coordenadores da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, foi o elemento escolhido pelos bloquistas, com Mariana Mortágua como suplente, como reporta a Lusa.