É o primeiro antigo líder do PSD a entrar na campanha e a subir ao palco em Coimbra, esta terça-feira, para dramatizar os cenários de maioria relativa.”Sem uma maioria, há o risco de um governo eleito pelo povo ser rejeitado no Parlamento, ser substituído nos dias seguintes por um governo cozinhado nas costas do povo; ou então termos novas eleições daqui a um ano”, disse Marques Mendes, no comício desta noite.

Perante um pavilhão que juntou mais de 2 mil pessoas e obrigou a transferir alguns apoiantes para as bancadas – com mais bilhetes vendidos do que lugares –, o social-democrata sublinhou ainda que também foi crítico deste Governo: “Nem eu concordei com todas as medidas”, disse, “mas ficar em casa e não votar é beneficiar o infrator, que é quem meteu a troika cá dentro”.

E é tempo de fazer as pazes: "Nem sempre concordei com o Governo", mas “estou aqui por convicção e o tempo é de reconciliação”.



  O discurso do antigo líder foi muito elogiado pelos candidatos da coligação, que se seguiram no palco. Portas reconheceu os "reparos" e por isso o apoio tem "ainda mais valor"; já Passos aproveitou a deixa do entendimento com Mendes:“ Também ele se reconciliou com o queremos para o futuro e isso sabe-nos bem”.