“Já sabem que eu tenho sempre uma palavrinha para o doutor António Costa na minha intervenção inicial”. E tem. Paulo Portas fala sempre antes de Pedro Passos Coelho, nos comícios da campanha Portugal à Frente e é com ataques aos socialistas que anima a plateia. Mas justifica-se: “Ele não quis debater comigo porque tenho de lhe falar à distância”, referindo-se ao facto de António Costa ter recusado um frente-a-frente com o número dois da coligação.

Em Mafra, num restaurante de casamentos e baptizados, com tenda cheia, Paulo Portas não deixa esquecer a falta de explicações de António Costa sobre o corte nas pensão não contributivas e junta-lhe a "aventura" de Taxa Social Única, no valor de 6 mil milhões de euros. O PS promete uma redução progressiva e temporária da taxa contributiva dos trabalhadores, compensando a quebra de receitas da Segurança Social através do Orçamento do Estado.

"Olhando para o programa do PS, em matéria de Segurança Social, apetece dizer isto:

"Os socialistas foram tomados de assalto por um grupo de ultraliberais que confunde Portugal com uma folha de excel; não fazem a mais pequena ideia do que estão a falar, ... e pimba sai uma aventura de 6 mil milhões de euros que, com toda a probabilidade vai afetar os mais desfavorecidos"

Hábil no discurso, Portas deixa a imagem: "Parece que foi um grupo de ultraliberais que tomaram o avião de Harvard e aterraram no Largo do Rato!"; para deixar o aviso: "Essa é uma aventura muito perigosa". Ao contrário, diz, do voto na coligação. Para o número dois do PAF a diferença é entre "um voto confiável, seguro e razoável e um voto no incerto, instável, no qeu já nos causou problemas".

Como tem sido habitual, depois da intervenção de Paulo sobe ao palco Pedro, que insiste na tecla da Segurança Social: o PS "esconde" onde vai cortar nas prestações sociais.