“olhe que não, olhe que não...” conta com o líder centrista para continuar a ocupar o cargo de vice-primeiro-ministro nos próximos quatro anos

Pelos apoiantes que se juntaram esta sábado à noite, a escolha está validada. Falta ganhar as eleições legislativas, que Passos Coelho classifica como a oportunidade para mudar o país. Porque agora, pós-resgate, já é possível escolher.

 

E a escolha – garante – é entre a “velha política, os velhos tiques, que disfarçam o passado e não assume a realidade” ou uma outra política que “olha para o futuro de outra maneira”.

Passos garante que já fez essa escolha: “Eu quero, se não quisesse fazer essa escolha, tinha estado a fazer outros cálculos, e tinha-me posto ao fresco quando era fácil”.

Para o primeiro-ministro, há “condições excecionais que não nos baterão à porta duas vezes: temos o petróleo baixo, o euro muito competitivo e o BCE a fazer uma política que ajuda os países responsáveis”. Mas “isso não vai durar eternamente”, sublinha, dramatizando a escolha que os portugueses terão de fazer no próximo dia 4 de outubro.

“A obrigação dos políticos que pensam no futuro é saberem distinguir a espuma dos dias, e nós não vamos ter eternamente estas condições”.

 

E a pergunta que se impõe e que Passos repete é a mesma que separa “o passado do futuro”: “Querem que Portugal seja de novo apanhado desprevenido? Ou querem aproveitar as condições que temos hoje para preparar os dias menos bons que podem vir no futuro?”.