Às 20h todos os olhos estavam postos nas televisões. Uma contagem decrescente até à hora certa e depois uma explosão de alegria na sala onde a coligação Portugal à Frente ia reagir às primeiras previsões.

Gritos de "vitória" invadiram a sala, assim como centenas de apoiantes que, de repente, encheram o espaço onde se aguardavam as primeiras declarações do PSD e CDS-PP.

Marco António Costa e Nuno Melo, vices dos respetivos partidos, apareceram sorridentes. O eurodeputado democrata-cristão gritava também por vitória. E recordava as eleições europeias para dizer que a coligação fez "um longo caminho".

"Eu que o diga", disse, entre risos da assistência. As europeias foram de derrota para PSD e CDS-PP e, na altura, o líder do PS, António José Seguro, foi acusado por António Costa de ter ganho por "poucochinho". O democrata-cristão não deixou passar a oportunidade: "O doutor António Costa não perdeu hoje por poucochinho. A confirmarem-se as projeções tem uma derrota clara".

Minutos antes, Marco António Costa, vice-presidente do PSD, e um dos responsáveis pela campanha do PAF na estrada, disse estar "convicto de que os resultados que serão apurados criarão as condições para uma clareza total e absoluta da situação política portuguesa e, com isso, para que Portugal tenha todas as condições para ter um governo estável".

Para o social-democrata, esta é uma "grande vitória": "todas as projeções conhecidas apontam para o facto inequívoco de que a coligação teve uma grande vitória nesta noite eleitoral". E, por isso, acrescentou, PSD e CDS-PP serão "chamados a governar, como será natural".