A seis dias de eleições, é tempo de apelar ao voto, de tentar convencer os indecisos, de combater a abstenção. E Paulo Portas reforça a mensagem no discurso desta segunda-feira, em Pombal.

E nada melhor para que a “mensagem” seja facilmente compreendida do que contar uma história: Portas relata que num programa de rádio local, uma espécie de Antena Aberta, um idoso respondeu que tinha uma ideia do seu voto “para espanto do jornalista que o interrogava”.

“- Mas tem a certeza?
- Sim, tenho!
- Mas então porquê?
- A razão é simples: acha que eu vou votar no incendiário ou no bombeiro?”

A resposta do idoso revela “sabedoria, experiência e bom senso”, diz o candidato da coligação Portugal à Frente porque “ninguém troca o certo pelo incerto”.

E o país precisa de um “maioria estável de Governo; ninguém quer acordar no dia seguinte com um resultado que não previa e se tivesse conhecido antecipadamente teria contribuído para evitar”.

Um alerta à navegação apesar das sondagens favoráveis dos últimos dias. Como as “sondagens não votam” – frase usada ontem em campanha pelos candidatos da coligação – Portas faz o apelo: “Peçam a todos que vão votar”.